terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Umbanda requer equilíbrio, mental, físico e espiritual



É comum o médium acreditar que determinados ritos vão lhe conferir maior força, ou maior propriedade de trabalho. Se isto for imperioso em sua vida, o médium deve procurar outra religião que lhe seja mais cara ou afim. Na Umbanda compreende-se através de preceitos, estudo, dedicação, as diferentes formas de manipulação de energia natural e criada e, portanto, procuramos entender melhor os mecanismos sutis que envolvem e pelos quais somos envolvidos.

O resultado de buscas e adaptações mal feitas e mal orientadas é uma má influência na vida do médium e para o nome da Umbanda. É fundamental que se compreenda a famosa frase “a Umbanda tem fundamento”, mas muitos acham que o fundamento da Umbanda está apenas na magia. Assim muitos vivem o tempo todo com feitiços pra tudo que lhe vem a cabeça. Eles querem resolver os problemas de saúde, de dinheiro, sexuais e de amor, tudo com magia, como se os orixas fossem seus escravos ou se eles tivesse o maior poder do mundo. Não sabem que a evolução e a outorga depende dos três níveis, que são: o mental, o físico e o espiritual. Sem uma mente sã por exemplo, nunca poderemos ter um espirito iluminado.

O trânsito de uma a outra religião é sempre compreensível, pois o homem sempre busca algo que lhe complete, no entanto não vamos confundir ou tentar adaptar circunstâncias, só por vaidade, sensacionalismo ou manipulação para realização de nossos desejos. Assim o médium se sente incompleto dentro da Umbanda, que vá buscar outra religião e não fique inventando divisões, sendo intolerante ou manipulador. O que não pode acontecer é o dirigente “adaptar” ritos para satisfazer as necessidades do médium, pois, cada individuo tem um código próprio e tem suas chaves particulares. Assim nunca se deve adaptar rituais usados em outros indivíduos para outras pessoas só por que seus problemas são parecidos, ou por que ela quer conquistar a pessoa amada. Tudo tem regra, conceito e ética.
Carlinhos Lima


Usando as Vibrações do Tarô

Se enganam muito os adeptos de Umbanda e Esotorismo que pensam em descartar o uso dos oraculos como fonte de contato com as Divindades. Veja que até mesmo Buda criou um Horoscopo, que Deus deu mensagens por meio de sistemas oraculares, sendo que até mesmo José do Egito fazia suas previsões com o uso de uma taça. Quando o Espiritismo tenta se orientar só por meio de contatos com espíritos, corre um risco muito grande, tanto porque nem sempre poderemos identificar a energia real da entidade que nos assiste, até porque sem ver ou ouvir com clareza fica muito mais complicado. Veja a cena narrada nos evangelhos onde o Anjo Mau Satanás aparece a Jesus em forma de anjo iluminado. O Mestre o reconheceu, mas será que simples mortais como nós teriamos esse poder? Claro que não, pois apesar de pessoas imbecis querer ignorar a existência do Diabo, sabemos que ele é uma entidade muito poderosa e mestre em disfarces.

E assim sem os pontos certos como os usados na magistica ritual da Umbanda ou de outras grandes ciências iniciáticas, muitos demônios e magos negros se apresentam como entidades de luz e é ai que mora o perigo. É por isso que com o uso de oráculos o mago iniciado tem uma ferramente a mais na identificação das mensagens astrais e nas interpretações dos símbolos cósmicos. Por uso do Horoscopo por exemplo o mago saberá que tempo será aberto portais bons ou ruins. Com o uso do tarô um oraculo maravilhoso que eu gosto muito, poderemos ter mais noção de quais energias se apresentam a nós, pela analise profundo dos arcanos apresentados em uma tiragem. Se estamos analisando a energia de uma pessoa por exemplo, e no seu jogo nos deparamos com a Lua na casa 9 ou 12, mau configurada com o arcano da casa 3 e 6, e ainda com uma casa 1 muito fraca ou ruim, saberemos com certeza que este individuo sofre de obsessão espiritual. Assim ao sabermos que tem alguma entidade ou espirito solitário sugando energias vitais dessa pessoa, poderemos ir mais fundo pra tentar identifica-la. É claro que com os devidos cuidados, defesas e prudencia acima de tudo. E é por isso que o conhecimento magistico, com o uso de banhos de defesa, amacys, ervas e todos os processos ritualísticos nos ajudará a ficarmos protegidos.

Então nos aprofundamos nos portais do tarô, para decifrarmos de que forma poderemos nos libertar dessa péssima influencia enérgica. Ja mesmo através das casas, podemos direcionar energias por pontos usando a vibração do arcano direcionando como que por um código a o subconsciente do consulente. Eu ja tentei isso em muitas pessoas e deu muito certo. Na verdade não podemos garantir que dará em todas as pessoas, até porque cada caso é um caso. Assim como um medico que trata pacientes de câncer, não pode garantir se o paciente ficará curado completamente ou se morrerá, porque cada individuo tem um organismo diferente.

Da mesma forma cada entidade tem uma força diferente, sendo que algumas tem muitos conhecimentos de magia que pode ser ainda mais difícil de dissiparmos. Mas, em alguns casos, onde uma pessoa deseja aceitação de outra e percebe que essa outra a ignora o tempo todo, ja tive otimos resultados.

Funciona dessa forma: Primeiro faz-se a manda-la do interessado e analisa-se todos os arcanos captando as energias dele. Logo em seguida, monta-se da outra pessoa, usando os mesmos principios de captação de energia dos arcanos. Por ultimo monta-se o jogo da manda-la como se os dois indivíduos fossem um casal. Dai poderemos perceber quais as casas bloqueadas. Quase sempre a casa 7, 5 e 12 são as mais bloqueadas. E ao perceber o tipo de bloqueio tenta-se direcionar a energia do arcano. Primeiro com pontos e em seguida com o ritual que mais se adequar pra se mover o obstaculo do caminho de aproximação de ambos. Esse é um processo lento, pode demorar varias sessões, também sendo necessário que o consulente colabore seguindo as dicas dos arcanos, pois muitas vezes a causa de rejeição é mesmo física necessitando apenas que essa pessoa mude conceitos, modos de vida e postura social. Depois, sabemos que o mais importante nessa busca de eliminação de bloqueios com o poder vibratório dos Arcanos depende muito do estado de espirito do Tarologo e da sua determinação aliada a uma alta concentração.

Meu método se torna muito bom, por que eu alio a Umbanda-Astrológica transferindo a força dos arcanos para a força dos orixas, sabendo usar melhor as ervas, perfumes, gostos e analisando os arquétipos das pessoas estudadas, para que possa-se sincronizar melhor os indivíduos que querem o precisam se atraírem mais. Esse conceito funciona não só em assuntos de amor, mas, em qualquer área onde se pretenda aliar carisma, charme e atratividade para atingir o sucesso. E não se trata só de mentalismo ou usar a força mental, trata-se acima de tudo, de buscar canalizar se harmonizando as forças cósmicas, pela interpretação do simbolismos do tarô.

Ao analisar um caso de amor, para uma consulente vi que o jovem que ela desejava, tinha a casa 5 muito bloqueada. Nessa casa 5 ele tinha espadas, aliadas a carta da Estrela. Isso significava que ele era doido por ninfeta magrinhas com corpinhos esbeltos longe da aparência da moça que era meio gordinha e desajeitada. Já na mandala dela, ela tinha na casa 7 o Enforcado, aliado a cartas de ouros, mostrando todo esse desleixo em relação a aparência e a maneira de se mostrar ao mundo. Dai ao montar o jogo para ambos numa só mandala, vi que a casa 10 estava com a Imperatriz aliada a cartas de copas, mostrando que a perseverança da moça poderia mudar esse quadro pra melhor tendo enormes chances de realização. Isso porque o direcionamento energético dos naipes aliado a mudanças nos padrões de comportamento, com o uso de outros dotes e talentos da moça poderiam despertar novos interesses no rapaz. E o bom foi que ao seguir tudo isso a moça se encontra ainda namorando o rapaz, muito satisfeita, completando mais de dois anos de namoro. E ao analisar hoje os conceitos do rapaz, percebe-se que hoje ele adora o jeitinho dela, só não tinha parado pra notar ainda nem tinha experimentando da fruta pra ver se era gostoso o sabor.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

Vencendo as drogas

                        
Tanto o programa do A.A. como o do N.A. têm a função de criar uma estrutura dentro da qual o indivíduo passe por uma total reorganização, retomando a direção da própria vida. O roteiro de tratamento chama-se 12 Passos, os quais exibem muitos paralelos com o caminhar de uma senda esotérica. O uso do número 12 mostra que a tarefa se dirige à recuperação da totalidade psíquica do indivíduo. Vemos o número 12 presente, por exemplo, nos 12 signos do zodíaco, nos 12 trabalhos de Hércules ou nos 12 apóstolos. Esse trabalho terapêutico com alcoólicos e drogados envolve 12 provas difíceis, que vão mexer com grandes dificuldades do indivíduo, como a negação da doença e o orgulho que não permite perceber sua própria derrocada.
Os 12 Passos do A.A. afirmam:
 1. Admitimos nossa impotência perante o álcool e que havíamos perdido o controle sobre nossas vidas.
 2. Passamos a acreditar que um poder superior a nós poderia nos restaurar a sanidade. 3. Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma que O concebemos.
4. Fizemos um minucioso e destemido inventário de nós mesmos.
 5. Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano a natureza exata de nossas falhas.
6. Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus remova todos os defeitos de caráter.
7. Humildemente pedimos a Ele que remova nossas imperfeições.
8. Fizemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados.
9. Sempre que possível, fazemos reparações diretas dos danos causados a outrem, salvo quando tal atitude signifique prejudicá-los ou a outros.
10. Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estivermos errados, nós o admiti-remos prontamente.
11. Procuramos, através da prece e meditação, melhorar nosso contato com Deus, na forma em que O concebemos, rogando apenas o conhecimento de sua vontade em relação a nós e forças para realizar essa vontade.
12. Tendo experimentado um despertar espiritual graças a esses passos, procuramos transmitir essas mensagens aos alcoólicos e praticar esses princípios em todas as nossas atividades.


CREDO OU CRISTO


Não ama a Deus quem ao semelhante odeia;
espezinhando-lhe a alma e o coração;
aquele que algema, nubla ou tolda a mente
pelo medo do inferno, não entendeu a divina direção.
Todas as religiões são abençoadas e mandadas por Deus;
e Cristo, o Caminho, a Verdade, a Vida,
foi enviado por Ele para aliviar o pesado fardo
do triste, do pecador, dando-lhes a paz pedida.
Eis que o Espírito Universal veio
a todas as igrejas e não a uma somente;
No dia de Pentecostes, uma língua de chama brilhante
envolveu cada apóstolo, em um halo cintilante.
Desde então, como abutres famintos,
por um nome vão, muitas vezes vamos lutar,
procurando com dogmas, éditos ou credos,
uns aos outros às inextinguíveis chamas enviar.
Cristo então é dois? Foram Cephas, Paulo,
para salvar o mundo, à cruz pregados?
Por que então existem, aqui, tantas divisões?
Se pelo amor de Cristo todos somos abraçados.
Seu amor puro e doce não está limitado
a credos que segregam e muros que levantamos.
Seu amor envolve todos e abraça a espécie humana
não importa como a nós ou a Ele O chamamos.
Por que então não aceitá-Lo na Sua doce palavra?
Por que manter credos que trazem desuniões?
Uma só coisa importa e deve ser ouvida!
Que o amor fraternal encha todos corações.
Mas há ainda uma coisa que o mundo precisa saber;
há um só bálsamo para toda a humana dor,
há um só caminho que conduz ao céu,
este caminho é a solidariedade humana e o amor.
Max Heindel

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Carnaval e Quaresma

“Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não deixarei que nada domine.” (1 Coríntios 6:12) Vários autores explicam o nome Carnaval a partir do latim “carne vale”, isto é, “adeus carne” ou “despedida da carne”; o que significa que no Carnaval o consumo de carne era considerado lícito pela última vez antes dos dias de jejum quaresmal. Outros estudiosos recorrem à expressão “carnem levare”, suspender ou retirar a carne. O Papa São Gregório Magno (590-604) teria dado ao último domingo antes da Quaresma (domingo da Qüinquagésima), o título de “dominica ad carnes levandas”; o que teria gerado “carneval” ou carnaval. Um grupo de etimologistas apela para as origens pagãs do Carnaval: entre os gregos e romanos costumava-se fazer um cortejo com uma nave, dedicado ao deus Dionísio ou Baco, festa que chamavam em latim de “currus navalis” (nave carruagem), de donde teria vindo a forma Carnavale. Não é fácil saber a real origem do nome.As mais antigas notícias do que hoje chamamos “Carnaval” datam, como se crê, do séc. VI antes de Cristo, na Grécia: há pinturas gregas em vasos com figuras mascaradas desfilando em procissão ao som de músicas em honra do deus Dionísio, com fantasias e alegorias; são certamente anteriores à era cristã. Outras festas semelhantes aconteciam na entrada do novo ano civil (mês de janeiro) ou pela aproximação da primavera, na despedida do inverno. Eram festas religiosas, dentro da concepção pagã e da mitologia com a intenção de com esses ritos expiar as faltas cometidas no inverno ou no ano anterior e pedir aos deuses a fecundidade da terra e a prosperidade para a primavera e o novo ano. Por exemplo, para exprimir o cancelamento das culpas passadas, encenava-se a morte de um boneco que, depois de haver feito seu testamento e um transporte fúnebre, era queimado ou destruído. Em alguns lugares havia a confissão pública dos vícios. A denúncia das culpas muitas vezes se tornava algo teatral, como por exemplo, o cômico Arlequim que, antes de ser entregue à morte confessava os seus pecados e os alheios. Tudo isso parece ter gerado abusos estimulados com o uso de máscaras, fantasias, cortejos, peças de teatro, etc. As religiões ditas “de mistérios” provenientes do Oriente e muito difusas no Império Romano, concorreram para o fomento das festividades carnavalescas. Estas tomaram o nome de “pompas bacanais” ou “saturnais” ou “lupercais”. Como essas demonstrações de alegria tornaram-se subversivas da ordem pública, o Senado Romano, no séc. II a.C. resolveu combater os bacanais e os seus adeptos acusados de graves ofensas contra a moralidade e contra o Estado. Essas festividades populares podiam ser no dia 25 de dezembro (dia em que os pagãos celebravam Mitra ou o Sol Invicto) ou o dia 1º de janeiro (começo do novo ano), ou outras datas religiosas pagãs. Quando o Cristianismo surgiu já encontrou esses costumes pagãos. E como o Evangelho não é contra as demonstrações de alegria desde que não se tornem pecaminosas, os missionários ao invés de se oporem formalmente ao Carnaval, procuraram cristianiza-lo, no sentido de depura-lo das práticas supersticiosas e mitológico. Aos poucos as festas pagãs foram sendo substituídas por solenidade do Cristianismo (Natal, Epifania do Senhor ou a Purificação de Maria, dita “festa da Candelária”, em vez dos mitos pagãos celebrados a 25 de dezembro, 6 de janeiro ou 2 de fevereiro). Por fim, as autoridades da Igreja parecem ter conseguido restringir a celebração oficial do Carnaval aos três dias que precedem a quarta-feira de cinzas. Portanto, a Igreja não instituiu o Carnaval; teve, porém, de o reconhecer como fenômeno existente, e procurou subordina-lo aos princípios do Evangelho. A Igreja procurou também incentivar os Retiros espirituais e a adoração das Quarenta Horas nos dias anteriores à quarta-feira de cinzas. Sobretudo a Igreja fortaleceu a Quaresma. A Quaresma “Quaresma” provém do latim “Quadragesima” e significa “quarenta dias”; é o período de preparação para a Páscoa do Senhor, cuja duração é de 40 dias. Inicia-se na Quarta-Feira de Cinzas e se estende agora até a Quinta Feira Santa. É um tempo de “penitência, jejum e oração”, que a Igreja chama de “remédios contra o pecado”, para a busca da conversão da pessoa. A Quaresma foi inspirada no período de tentação de Cristo no deserto, bem como os exemplos de Noé, em 40 dias na Arca, e Moisés, vagando por 40 anos no deserto do Sinai. Cadastre-se grátis e receba os meus artigos no seu e-mail No início da Quaresma, na Quarta-Feira de Cinzas, os fiéis têm suas frontes marcadas com cinzas, como os primitivos penitentes públicos, excluídos temporariamente da assembléia (lembrando Adão expulso do Paraíso, de onde vem a fórmula litúrgica: “Lembra-te de que és pó…”). Esse tempo de penitência é recordado pela liturgia: as vestes e os paramentos usados são da cor roxa (no quarto domingo da Quaresma, pode-se usar o rosa, representando a alegria pela proximidade do término da tristeza, pela Páscoa); o Glória não é cantado ou rezado; a aclamação do “Aleluia” também não é feita; não se enfeitam os templos com flores; o uso de instrumentos musicais torna-se moderado. É um tempo também favorável para os exercícios espirituais, as liturgias penitenciais, as peregrinações penitenciais. O mesmo pode-se aplicar a todas as sextas-feiras do ano, tidas como dias penitenciais como prescreve o cân. 1250 do Código de Direito Canônico. O historiador Sócrates informa que já no séc. V, a Quaresma durava seis semanas em Roma, sendo três semanas dedicadas ao jejum: a primeira, a quarta e a sexta. Já no século IV a “Peregrinação de Etéria” fala de um jejum de oito semanas praticado pela comunidade de Jerusalém, excluídos os sábados e domingos; o que totaliza os 40 dias de jejum. No tempo de São Gregório Magno (590-604), Roma observava os 40 dias da Quaresma. O Código de Direito Canônico afirma que: Cân.1250 – “Os dias e tempos penitenciais, em toda a Igreja, são todas as sextas-feiras do ano e o tempo da Quaresma”. Cân.1251 – “Observe-se a abstinência de carne ou de outro alimento, segundo as prescrições da Conferência dos Bispos, em todas as sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades; observem-se a abstinência e o jejum na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Cân.1252 – “Estão obrigados à lei da abstinência aqueles que tiverem completado catorze anos de idade; estão obrigados à lei do jejum todos os maiores de idade até os sessenta anos começados. Todavia, os pastores de almas e os pais cuidem que sejam formados para o genuíno sentido da penitência também os que não estão obrigados à lei do jejum e da abstinência, em razão da pouca idade”. Para o Brasil a CNBB determinou que, exceto na Sexta-Feira Santa, todas as outras sextas-feiras, inclusive as da Quaresma, têm sua abstinência convertida em “outras formas de penitência, principalmente em obras de caridade e exercícios de piedade”. Prof. Felipe Aquino

verdadeira Historia do carnaval

A origem do carnaval é um assunto controverso. Alguns historiadores associam o começo das festas carnavalescas aos cultos feitos pelos antigos para louvar boas colheitas agrárias, dez mil anos antes de Cristo. Já outros dizem que seu início teria acontecido mais tarde, no Egito, em homenagem à deusa Ísis e ao Touro Apis, com danças, festas e pessoas mascaradas. Há quem atribua o início do carnaval aos gregos que festejavam a celebração da volta da primavera e aos cultos ao Deus Dionísio. E outros ainda falam da Roma Antiga com seus bacanais, saturnais e lupercais em honra aos deuses Baco, Saturno e Pã. Hiram Araújo, em seu livro Carnaval, relata que a origem das festas carnavalescas não tem como ser precisamente estabelecida, mas que deve estar relacionada aos cultos agrários, às festas egípcias e, mais tarde ao culto a Dionísio, ritual que acontecia na Grécia, entre os anos 605 e 527 a.C. Uma coisa, porém é comum a todos: o carnaval tem sua história, como todas as grandes festas, ligada a fenômenos astronômicos ou da natureza. O carnaval se caracteriza por festas, divertimentos públicos, bailes de máscaras e manifestações folclóricas. A palavra carnaval também apresenta diversas versões e não há unanimidade entre os estudiosos. Há quem defenda que o termo carnaval deriva de carne vale (adeus carne!) ou de carne levamen (supressão da carne). Esta interpretação da origem etimológica da palavra remete-nos ao início do período da Quaresma que era, em sua origem, não apenas um período de reflexão espiritual como também uma época de privação de certos alimentos, dentre eles, o a carne. Outra interpretação para a etimologia da palavra é a de que esta derive de currus navalis, expressão anterior ao Cristianismo e que significa carro naval. Esta interpretação baseia-se nas diversões próprias do começo da primavera, com cortejos marítimos ou carros alegóricos em forma de barco, tanto na Grécia como em Roma. No Brasil, o carnaval era chamado de Entrudo por influência dos portugueses que trouxeram, em 1723, brincadeiras e festejos carnavalescos. Muitos atribuem o início do nosso carnaval à celebração feita pelo povo para comemorar a chegada da Família Real. As pessoas saíram comemorando pelas ruas com música, usando máscaras e fantasias.

MEDITAÇÃO E MEDIUNIDADE

MEDITAÇÃO COMO FERRAMENTA PARA AUXILIAR A PRÁTICA MEDIÚNICA BEM COMO A VIDA DIÁRIA. (Texto enviado por Gisele) Adaptação da aula do curso ministrado pelo Colégio de Umbanda Sagrada A ideia de falar sobre meditação é tê-la como uma ferramenta junto a mediunidade e a favor de uma melhor qualidade de vida. Sobre o tema, muito interessante é a história do Lenhador e do Dragão, relatada abaixo: Essa história diz que um lenhador estava na mata cortando árvores com o seu machado quando pressentiu um movimento, algo se aproximando. Foi quando se deparou com um dragão. Um dragão de verdade, desses bem assustadores que vemos em filmes. Bem, esse dragão soltava fumaça pelo nariz, fogo pela boca e o lenhador pensou: “eu estou com um machado na mão, então quando o dragão se aproximar eu vou acertar esse machado bem no meio da testa dele”. Logo em seguida ele pensou: “vou pra cima do dragão com o machado“. Ocorre que quando o lenhador pensou em acertar o dragão ele foi para o outro lado. Então mais uma vez ele pensou: “agora eu vou para o outro lado e vou acertar o machado no dragão” e mais uma vez o dragão desviou. Na cabeça dele, ele ia imaginando como faria para pegar o dragão e tudo o que ele pensava, antes mesmo de realizar, o dragão já sabia, até que o lenhador percebeu que o dragão lia os seus pensamentos, o que tornava impossível pegá-lo. Assim, após essa constatação, não lhe restou outra alternativa senão voltar a lenhar. Quando o lenhador esvaziou a mente cortando árvores, o machado escapou da sua mão e acertou o dragão no meio da testa. O dragão morreu no momento em que ele parou de pensar em como matá-lo, retornando à sua atividade principal. Essa história tem muito a ver com meditação e também com incorporação, porque a maior dificuldade para incorporar é parar de pensar. No momento da incorporação, principalmente quando o médium está em desenvolvimento, é comum o guia chefe instrui-lo a se concentrar, firmar a cabeça, deixa vir, soltar o corpo, não pensar em nada. Firmar a cabeça é colocar os pensamentos em um objetivo certo, estar firme na finalidade de incorporar. Soltar o corpo não é soltar as pernas para cair no chão e sim entregar-se para que uma outra vontade domine os movimentos do seu corpo, da sua mente. A incorporação acontece na mente. A entidade domina o nosso mental e por meio dele controla todas as funções do corpo. O maior drama é “será que sou eu ou é o guia? Quanto mais a gente pensa mais difícil se torna acertar esse “dragão”. Devemos sempre nos questionar e estudar com muito afinco para tirarmos as nossas dúvidas em relação à religião, mas o certo é que o momento da incorporação não é a hora mais adequada para isso. Pensamos várias coisas, muitas coisas ao mesmo tempo e isso traz stress, nervoso, angustia, desequilíbrio, falta de paz, porque dentro da gente fica uma ansiedade emocional, mental, psicológica que é reflexo desse pensar, esse contínuo pensar em várias coisas ao mesmo tempo. O que pode trazer uma maior qualidade de vida e também maior facilidade na incorporação seria a gente conseguir não pensar, o que é muitooooooooooo difícil, ou ter uma atividade mental mais serena, mais tranquila. Para alcançar isso o ideal é utilizarmos da meditação. Por que? No momento em que estamos em desenvolvimento mediúnico ou no momento em que vamos incorporar, se estivermos pensando em várias coisas com certeza teremos grande dificuldade. Além disso, mesmo depois de incorporados continuamos pensando muitas outras coisas. Às vezes a gente fica inclusive questionando o que é que a entidade está fazendo. É muito comum o médium questionar: “Caboclo porque você não faz isso?” “O que você vai fazer agora?” É normal fazer esses questionamentos porque a cabeça não para. Uma técnica bem interessante para tentarmos domar a nossa mente é a seguinte: Cada vez que vier um pensamento na sua cabeça, você vai afirmar “não vou pensar nada”. No momento em que resolvemos domar a mente, começamos a sentir coceira, câimbra, nervoso, cansaço, várias sensações que muitas vezes nem mesmo percebemos porque estamos sempre em constante trabalho mental. Teremos que vencer todas essas sensações para conseguirmos conquistar um trabalho mental mais sereno. No começo é muito difícil, mas com o passar do tempo e com a repetição dessa espécie de mantra, conseguiremos aumentar o espaço vazio de nossa mente sempre que necessário. Assim, no momento de incorporar uma entidade, esse exercício de não pensar vai facilitar, pois se não estamos pensando em nada quem está pensando é o guia. Se não estamos falando nada, quem está falando é o guia, se não estamos fazendo nada quem está fazendo é guia. Logo vamos vencendo nosso questionamento interno “será que sou eu ou é o guia? Bom gente, espero que tenha ajudado! Já comecei a treinar e vocês? Boa sorte para todos! Amo vocês.

GUIA DE AÇO. POR QUE USAR?

O USO DA GUIA DE AÇO OU DAS “7 LINHAS” Trecho Extraído do livro: UMBANDA – O CONJUNTO DAS LEIS DE DEUS Hoje em dia, infelizmente, poucas vezes observamos o uso das guias de aço por parte dos médiuns umbandistas. Porque? É comum ver a utilização de guias confeccionadas com materiais inócuos, como miçangas, vidros coloridos, porcelanas, plástico, etc. Vamos entender como funciona o aço e com certeza daremos maior valor à utilização dessa guia, tão importante para a nossa defesa e proteção. As guias de aço vendidas nas casas do ramo, geralmente possuem o que chamamos de “ferramentas” dos Orixás penduradas por toda a extensão da guia. O que seriam essas “ferramentas”? São representações dos Sagrados Orixás, pois cada uma delas traz em sua formação, um pedaço da onda vibratória sagrada, emanada pela força dos elementos da natureza. Para termos uma melhor noção de quais “ferramentas” a guia de aço deverá conter, vamos enumerá-las (as ferramentas também deverão ser confeccionadas em aço): · Uma cruz de aço; · Um coração de aço; · Uma espada de aço; · Uma flecha de aço; · Uma machadinha de aço; · Uma chave de aço; · Uma estrela de cinco pontas de aço; Obs.: Também se pode utilizar uma corrente com uma medalha de aço como proteção, no lugar da guia de aço, mas ela precisa ser usada para esse fim, não por vaidade. Aço é uma liga de ferro-carbono e outros elementos residuais do tipo P, S, Mn e Si. O ferro que predomina na composição do aço existe na natureza (nos minérios) sob a forma de óxidos estáveis do tipo Fe2O3 (hematita) etc. O aço é um excelente condutor de energia elétrica e possui uma aura fortemente radioativa. As conformações dos filamentos que compõem a “guia de aço” (colar consagrado) funcionam como excelentes captadores das energias vivas da Natureza, bem como também, diminutos cabos eletromagnéticos. Os traços fluídicos desprendidos do metal dinamizado, como acumulador de forças, favorecem bastante o escoamento dos fluidos ativados nos feitiços, magias, pensamentos negativos, miasmas e larvas astrais. O aço, dinamizado pela eletricidade biológica, irá criar um campo eletromagnético em volta do corpo físico e astral do homem, criando uma barreira natural contra vários tipos de fluídos de baixo padrão, não permitindo que adentrem na constituição espiritual e física de quem está usando essa proteção. A guia de aço transforma-se num excelente repulsor de vibrações de baixo teor energético, desagregando esses fluidos e não permitindo seu alojamento nos corpos sutis e físico do homem. Algumas emanações fluídicas são perniciosas ao ser humano. Aquele que procura se infiltrar no campo vibratório de outra pessoa buscando seu mal, tenta ativar forças etéreas aliadas a certos materiais dinamizados, a fim de conseguir êxito nos processos de “bombardear” a aura e o duplo etérico de seu desafeto, com a intenção de gerar uma série de problemas físicos e espirituais. Porém, é importante saber que pensamentos negativos só nos atingem quando nós abrimos canais para a entrada de energias negativas. Quando nos protegemos, através de boas atitudes e bons pensamentos, nada que não vibre positivamente como nós poderá nos atingir! Também acontece o caso de “auto-enfeitiçamento”, por viver constantemente vivenciando doenças morais ou mesmo a presença em ambientes de baixo teor vibratório, onde fatalmente existem fluidos perniciosos a constituição humana, que poderão agregar-se aos corpos sutis e físicos do homem. Se houvesse uma maneira “clínica” de se observar e examinar o duplo etérico de um homem “mal-influenciado” ou mesmo carregado de inveja, olho gordo, etc., os médicos identificariam como as radiações negativas que afetam a base química orgânica, agregando aos corpos sutis e físico uma série de miasmas e larvas astrais, produzindo uma série de enfermidades muitas vezes graves. Portanto, uma guia de aço transforma-se em uma potente proteção. Só devemos atentar para o fato de que não é simplesmente o uso de uma guia de aço que irá nos proteger e nos livrar de todo o mal do mundo. Há necessidade de se criar condições morais, promovendo a necessária Reforma Íntima, Evangelização e conseqüentemente redobrar a vigilância, ajustando-se a uma elevada conduta espiritual. Tudo isso, aliado ao uso de uma guia de aço, faz com que criemos condições de obter uma efetiva proteção contra todos os tipos de males que possam nos cercar. Sendo assim passamos a entender a guia de aço como um amuleto que têm como função absorver as energias maléficas e evitar que haja uma infestação na aura do seu possuidor, tendo eficácia defensiva. Além disso, ajuda a catalisar fluidos bons. Não há problema de alguém estranho colocar as mãos na guia de aço. Somente deveremos tomar o devido cuidado de retirá-la quando formos ter relações íntimas. Quando formos dormir, poderemos colocá-la por debaixo do travesseiro. Na hora do banho não há necessidade de se retirar à guia de aço. E então, você entendeu a função da sua guia de aço? Procure conseguir a sua em uma casa de artigos religiosos e leve ao seu centro para que ela possa ser energizada e começar a protegê-lo!!! Um grande abraço, FAMÍLIA CEENC

Quaresma Na visão Umbandista

Realmente a quaresma é um período tão curioso, que muitos ainda discutem sobre a melhor postura a ser tomada por parte das Casas Umbandistas. Mas como formarmos a nossa própria opinião se nem ao menos sabemos direito o que vem a ser esse período tão importante para a Umbanda? Bom irmãos, A quaresma representa para os cristãos o período compreendido entre a quarta-feira de cinzas e a celebração da ressurreição de Jesus Cristo, no domingo de Páscoa. Desta forma, esse período é entendido como uma época de reflexão íntima para o renascimento. Uma época de pensar sobre o que vem acontecendo e buscar, em si, em sua vida, em suas escolhas, um recomeço, um ressurgimento para dias melhores, assim como ocorreu com Jesus Cristo, que renasceu para a vida espiritual. Não deve ser entendida como uma época de punição, como alguns ainda pensam, ao se focarem no sofrimento do Cristo, mas como um período de recolhimento para reavaliação. Apesar do nome ser “quaresma”, não são contados quarenta dias exatamente. A quaresma dura, na realidade, 47 dias, uma vez que no calendário litúrgico os domingos não são contados (estão vendo aí o motivo pelo qual a gente sempre acha que foi muuuuito mais do que quarenta dias???). Apesar do fim da quaresma sempre ser na Páscoa, esta não acontece em uma data fixa. A Páscoa é contada de acordo com a mudança das estações do ano. O Primeiro domingo após a primeira lua cheia de outono é o de Páscoa. O outono começa dia 20 de março e o período de lua cheia este ano vai de 27 de março a 2 de abril... Viram? Por isso dia 31de março é domingo de Páscoa! Se contarmos sete domingos antes do domingo de Páscoa, temos o domingo do Carnaval. Dentro da interpretação da quaresma como um período de ressurgimento, a Umbanda entende esse tempo como uma chance dada a todos de arrependimento sobre as faltas cometidas e a oportunidade de se mostrarem prontos para recomeçar, assim como o Cristo recomeçou sua vida espiritual após sua passagem de sofrimento na Terra. Por isso, também nesse período os espíritos que se encontram nos níveis de energia inferiores têm a oportunidade de se redimirem daquilo que os mantém ainda em sofrimento. Na quaresma é oferecida a confiança da liberdade para que eles demonstrem em gestos e atitudes que se prepararam para recomeçar. Têm a oportunidade de prestar o serviço indicado pelos seus mentores espirituais. Muitos cumprem as tarefas se mostrando preparados para o caminho evolutivo. Outros não o fazem. Para estes, essa não passa de uma oportunidade para voltar a praticar o mal, através da obsessão espiritual, vampirizando aqueles que se encontram ligados a eles emocionalmente, sejam seus afetos ou desafetos. Durante esse tempo em que eles possuem a liberdade de ação, não se encontram sozinhos. São vigiados de perto pelos anjos guardiões, conhecidos por nós como Povo de Rua. Na quaresma, os guardiões são os responsáveis por guardar a Terra e vigiar os espíritos que buscam a regeneração, como uma tropa de choque implacável contra aquilo que cause má influência aos espíritos encarnados. Esses verdadeiros policiais da Terra freiam as ações malévolas dos Obsessores. Terminado esse período, são os responsáveis por recolherem novamente os espíritos espalhados por toda a Terra e de encaminhá-los para os planos astrais a que pertencem. Por isso que ouvimos dizer com frequência que, na quaresma, os guardiões estão no comando das ações, pois são Anjos de Deus bastante capacitados para controlarem os espíritos ainda em estágio inicial de evolução. Baseado nas influências desse período, precisamos estar ainda mais atentos para preservar nosso campo energético. Nossos chakras têm a função de filtrar as más energias, mas depende muito de nós o quanto refletirá em nossos perispíritos a influência das baixas vibrações do meio. Em nossa casa, recebemos a graça de termos nossos chakras mais protegidos contra as más energias através do cruzamento de pemba em nossos canais fluídicos principais. A casa também tem seu altar desmontado e suas cortinas fechadas, demonstrando assim, o recolhimento que se faz nesse período. Entretanto é sempre importante salientar que só estamos protegidos na medida em que procuramos a proteção. Por isso, todos nós, mas principalmente aqueles que trabalham com a mediunidade, devemos ficar mais vigilantes e cuidadosos com as influências energéticas negativas, tanto as mentais quanto as espirituais. É preciso sempre prestar atenção aos padrões de pensamento. Atitudes, sentimentos e comportamentos negativos aproximam energias ruins de uma forma mais acentuada. É importante ainda evitar os excessos, principalmente no consumo de álcool e manter as drogas ainda mais distantes de nosso convívio. Tudo aquilo que entorpece nosso corpo, altera nosso estado de consciência e, portanto, deixa a mente mais suscetível a influências externas. Vigiar sua presença em locais de baixo nível vibratório também é importante para resguardá-lo do desequilíbrio energético. Apesar de estarmos susceptíveis em todo tempo de nossas vidas, nesse período a influência é ainda mais frequente. Evitemos brigas e desavenças. Procuremos estar cada vez mais próximos de nossa fé em Deus e em nós mesmos, a fim de conservarmos o máximo de energia possível, não nos desgastando e nem dando abertura para a obsessão. Mas o que dizer sobre os outros guias e mentores espirituais? Como temos estudado nesses últimos meses, nossa religião é linda em vários aspectos. O fato de falar aos que tem vocabulário simples, de tocar fundo o coração das pessoas, de proteger-nos do visível, mas principalmente do invisível, são apenas algumas das características que demonstram um pouquinho daquilo que a Umbanda transforma no coração daqueles que a praticam e que a buscam. Entretanto, mais do que isso, ela cuida da nossa parte fluídica, das energias que nos cercam. Ela nos auxilia em nossos caminhos através dos conselhos sérios e sinceros dos que nos instruem e nos acompanham: nossos guias e mentores espirituais. Da mesma forma que quando estamos em uma escola, ao participarmos de uma Casa Umbandista, realizarmos trabalhos espirituais, seguirmos um grupo religioso e até mesmo no trabalho realizado nas Colônias, somos acompanhados de perto pelos guias e mentores espirituais. Nós, espíritos em evolução, somos como alunos, que estão dia após dia tentando praticar o que aprendem em sala de aula, a Terra de expiações. Nossos mentores e guias espirituais, da mesma forma que professores, coordenadores e diretores dessa grande escola, constantemente precisam trocar informações sobre o que vem acontecendo, discutir as melhores possibilidades de crescimento, verificar o que tem sido proveitoso para nós... E por isso, a cada ano Espiritual se reúnem como em um Conselho, não de Classe, mas de Vida, para tomarem novas resoluções para o ano que se segue. Reavaliam nosso andamento, escutam outras experiências, trocam informações, tiram dúvidas e programam a chegada do novo período. Para tudo isso, contam com a quaresma, época em que precisamos andar sozinhos, seguindo os aprendizados e agindo de acordo com os ensinamentos recebidos anteriormente. Para isso se recolhem nas colônias, realizando diversos estudos e trabalhos espirituais. Mas sabemos que os espíritos que nos guiam são energias que poderiam estar em vários pontos ao mesmo tempo... Então Por que não podem estar na Terra também durante esse período? Não é que não possam estar na Terra também nesse período, mas como vimos anteriormente, durante a quaresma, a Terra tem guarda e cuidados dos guardiões. Eles são os responsáveis por coordenarem as atividades espirituais aqui, enquanto os outros Espíritos se dedicam às missões de auxílio nas colônias, ao estudo e às conversas sobre as novas ações para o próximo ano espiritual. Não deixam de nos observar e acompanhar nosso crescimento. Mas o fazem com menor frequência. Nesse período, para nós encarnados, também é uma oportunidade de tomar boas resoluções. De rever o que se foi e estabelecer metas para o recomeço. Não devemos perder tempo com culpas e remorsos, mas aproveitar a chance para nos capacitarmos para o recomeço da tentativa de acertar! Leiamos um bom livro, escutemos boa música, façamos uma viagem tranquila. Limpemos nossos armários, esvaziemos nossas estantes, joguemos fora aqueles papéis que não nos servem mais. Livremos-nos dos maus momentos e guardemos as boas lembranças. Fiquemos todos lindos de corpo, alma e coração para praticar a palavra de Deus no seu sentido mais amplo! Abracemos os amigos, nos desculpemos com aqueles que fizemos sofrer e procuremos fazer dos desconhecidos, parceiros para toda vida... Esforcemos-nos para botar em prática o que temos aprendido ao logo desses anos de estudo e prática espiritual. E mais do que tudo... Preparemos-nos para tudo de maravilhoso que ainda está por vir!!! Que venha então a quaresma, pois agora entendemos a importância do que virá! Wânia.

A QUARESMA NA VISÃO ESPIRITA

Estamos mais uma vez, às vésperas de mais uma Páscoa. Deixando de lado o apelo comercial da data, e o caráter de festividade familiar, a exemplo do Natal, nossa atenção e consciência espíritas requerem uma explicação plausível do significado da data e de sua representação perante o contexto filosófico-científico-moral da Doutrina Espírita. Deve-se comemorar a Páscoa? Que tipo de celebração, evento ou homenagem é permitida nas instituições espíritas? Como o Espiritismo visualiza o acontecimento da paixão, crucificação, morte e ressurreição de Jesus? Em linhas gerais, as instituições espíritas não celebram a Páscoa, nem programam situações específicas para “marcar” a data, como fazem as demais religiões ou filosofias “cristãs”. Todavia, o sentimento de religiosidade que é particular de cada ser-Espírito, é, pela Doutrina Espírita, respeitado, de modo que qualquer manifestação pessoal ou, mesmo, coletiva, acerca da Páscoa não é proibida, nem desaconselhada. O certo é que a figura de Jesus assume posição privilegiada no contexto espírita, dizendo-se, inclusive, que a moral de Jesus serve de base para a moral do Espiritismo. Assim, como as pessoas, via de regra, são lembradas, em nossa cultura, pelo que fizeram e reverenciadas nas datas principais de sua existência corpórea (nascimento e morte), é absolutamente comum e verdadeiro lembrarmo-nos das pessoas que nos são caras ou importantes nestas datas. Não há, nenhum mal nisso. Mas, como o Espiritismo não tem dogmas, sacramentos, rituais ou liturgias, a forma de encarar a Páscoa (ou a Natividade) de Jesus, assume uma conotação bastante peculiar. Antes de mencionarmos a significação espírita da Páscoa, faz-se necessário buscar, no tempo, na História da Humanidade, as referências ao acontecimento. A Páscoa, primeiramente, não é, de maneira inicial, relacionada ao martírio e sacrifício de Jesus. Veja-se, por exemplo, no Evangelho de Lucas (cap. 22, versículos 15 e 16), a menção, do próprio Cristo, ao evento: “Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes da minha paixão. Porque vos declaro que não tornarei a comer, até que ela se cumpra no Reino de Deus.” Evidente, aí, a referência de que a Páscoa já era uma “comemoração”, na época de Jesus, uma festa cultural e, portanto, o que fez a Igreja foi “aproveitar-se” do sentido da festa, para adaptá-la, dando-lhe um novo significado, associando-o à “imolação” de Jesus, no pós-julgamento, na execução da sentença de Pilatos. Historicamente, a Páscoa é a junção de duas festividades muito antigas, comuns entre os povos primitivos e alimentados pelos judeus, à época de Jesus. Fala-se do “pesah”, uma dança cultural, representando à vida dos povos nômades, numa fase em que a vinculação a terra (com a noção de propriedade) ainda não era flagrante. Também estava associada à “festa dos ázimos”, uma homenagem que os agricultores sedentários faziam às divindades, em razão do início da época da colheita do trigo, agradecendo aos Céus, pela fartura da produção agrícola, da qual saciavam a fome de suas famílias, e propiciavam as trocas nos mercados da época. Ambas eram comemoradas no mês de abril (nisan) e, a partir do evento bíblico denominado “êxodo” (fuga do povo hebreu do Egito), em torno de 1441 a.C., passaram a ser reverenciadas juntas. É esta a Páscoa que o Cristo desejou comemorar junto dos seus mais caros, por ocasião da última ceia. Logo após a celebração, foram todos para o Getsêmani, onde os discípulos invigilantes adormeceram, tendo sido o palco do beijo da traição e da prisão do Nazareno. Mas há outros elementos “evangélicos” que marcam a Páscoa. Isto porque as vinculações religiosas apontam para a quinta e a sexta-feira santas, o sábado de aleluia e o domingo de páscoa. Os primeiros relacionam-se ao “martírio”, ao sofrimento de Jesus – tão bem retratado neste último filme hollyodiano (A Paixão de Cristo, segundo Mel Gibson) –, e os últimos, à ressurreição e a ascensão de Jesus. No que concerne à ressurreição, podemos dizer que a interpretação tradicional aponta para a possibilidade da mantença da estrutura corporal do Cristo, no post-mortem, situação totalmente rechaçada pela ciência, em virtude do apodrecimento e deterioração do envoltório físico. As Igrejas cristãs insistem na hipótese do Cristo ter “subido aos Céus” em corpo e alma, e fará o mesmo em relação a todos os “eleitos” no chamado “juízo final”. Isto é, pessoas que morreram, pelos séculos afora, cujos corpos já foram decompostos e reaproveitados pela terra, ressurgirão, perfeitos, reconstituindo as estruturas orgânicas, do dia do julgamento, onde o Cristo,separa justos e ímpios. A lógica e o bom-senso espíritas abominam tal teoria, pela impossibilidade física e pela injustiça moral. Afinal, com a lei dos renascimentos, estabelece-se um critério mais justo para aferir a “competência” ou a “qualificação” de todos os Espíritos. Com “tantas oportunidades quanto sejam necessárias”, no “nascer de novo”, é possível a todos progredirem. Mas, como explicar, então as “aparições” de Jesus, nos quarenta dias póstumos, mencionadas pelos religiosos na alusão à Páscoa? A fenomenologia espírita (mediúnica) aponta para as manifestações psíquicas descritas como mediunidades. Em algumas ocasiões, como a conversa com Maria de Magdala, que havia ido até o sepulcro para depositar algumas flores e orar, perguntando a Jesus como se fosse o jardineiro após ver a lápide removida, “para onde levaram o corpo do Raboni”, podemos estar diante da “materialização”, isto é, a utilização de fluido ectoplásmico – de seres encarnados para possibilitar que o Espírito seja visto (por todos). Igual circunstância se dá, também, no colóquio de Tomé com os demais discípulos, que já haviam “visto” Jesus, de que ele só acreditaria, se “colocasse as mãos nas chagas do Cristo”. E isto, em verdade, pelos relatos bíblicos, acontece. Noutras situações, estamos diante de uma outra manifestação psíquica conhecida, a mediunidade de vidência, quando, pelo uso de faculdades mediúnicas, alguém pode ver os Espíritos. A Páscoa, em verdade, pela interpretação das religiões e seitas tradicionais, acha-se envolta num preocupante e negativo contexto de culpa. Afinal, acredita-se que Jesus teria padecido em razão dos “nossos” pecados, numa alusão descabida de que todo o sofrimento de Jesus teria sido realizado para “nos salvar”, dos nossos próprios erros, ou dos erros cometidos por nossos ancestrais, em especial, os “bíblicos” Adão e Eva, no Paraíso. A presença do “cordeiro imolado”, que cumpre as profecias do Antigo Testamento, quanto à perseguição e violência contra o “filho de Deus”, está flagrantemente aposta em todas as igrejas, nos crucifixos e nos quadros que relatam em cores vivas as fases da via sacra. Esta tradição judaico-cristã da “culpa” é a grande diferença entre a Páscoa tradicional e a Páscoa espírita, se é que esta última existe. Em verdade, nós espíritas devemos reconhecer a data da Páscoa como a grande e última lição de Jesus, que vence as iniqüidades, que retorna triunfante, que prossegue sua cátedra pedagógica, para asseverar que “permaneceria eternamente conosco”, na direção bússolar de nossos passos, doravante. Nestes dias de festas materiais e/ou lembranças do sofrimento do Rabi, possamos nós encarar a Páscoa como o momento de transformação, a Vera evocação de liberdade, pois, uma vez despojado do envoltório corporal, pôde Jesus retornar ao Plano Espiritual para, de lá, continuar “coordenando” o processo depurativo de nosso orbe. Longe da remissão da celebração de uma festa pastoral ou agrícola, ou da libertação de um povo oprimido, ou da ressurreição de Jesus, possa ela ser encarada por nós, espíritas, como a vitória real da vida sobre a morte, pela certeza da imortalidade e da reencarnação, porque a vida, em essência, só pode ser conceituada como o amor, calcado nos grandes exemplos da própria existência de Jesus, de amor ao próximo e de valorização da própria vida. Nesta Páscoa, assim, quando estiveres junto aos teus mais caros, lembra-te de reverenciar os belos exemplos de Jesus, que o imortalizam e que nos guiam para, um dia, também estarmos na condição experimentada por ele, qual seja a de “sermos deuses”, “fazendo brilhar a nossa luz”. Comemore, então, meu amigo, uma “outra” Páscoa. A sua Páscoa, a da sua transformação, rumo a uma vida plena. Por Marco Aurélio Rocha

É tarde demais!

É tarde demais! Autor: Irlei Wiesel Quem sou eu? Qual é o meu desejo? Qual será meu propósito? Estas são perguntas que raramente são respondidas. Mas por quê? Talvez por que a resposta seja: é tarde demais! Vou tentar explicar. Somos influenciados pelo meio em que vivemos. Poucas famílias, escolas e círculos de amizades se preocupam com a temática do autoconhecimento, apesar de afirmarem que estão preparando filhos e alunos para a vida. Sabemos que esta preparação não prioriza a busca por um propósito, pelo autoconhecimento e muito menos pela cura de emoções negativas. Ao contrário, temos visto historicamente crianças e adolescentes obrigadas a serem excelentes no nível intelectual e físico, esquecendo-se o emocional. A intenção está absolutamente correta. Os responsáveis preocupados em passar esta orientação, estão fazendo o melhor. O que questiono é o conceito: "Preparar para a Vida". - Será que a formação com foco no conteúdo, vestibular e faculdade deveria ser tão prioritária? Entendo que a educação que prioriza o conteúdo e a intelectualidade tem uma intenção clara. Sei que é justamente para produzir a curiosidade em relação ao mundo em que se vive. Há uma intenção inconsciente no processo escolar e na orientação geral da comunidade familiar em instigar a motivação para o saber. Isso é perfeito, uma vez que a ignorância gera acomodação e estagnação total. A sociedade precisa ir em frente e o andar deve ser alicerçado pela inteligência das pessoas, que preparadas descobrem formas de elevar o nível de progresso material. Neste contexto, a sociedade toda se beneficia, pois sempre haverá alguém para consumir o que foi desenvolvido com extrema dedicação. O conhecimento gera tecnologia inovadora que o planeta Terra precisa para sobreviver. O consumo passa a ser uma necessidade. É a famosa dinâmica dos tempos. Ela não pode parar. Nós, através da batalha diária, do foco bem apurado e de uma preguiça totalmente zerada é que damos vida a esse processo. Amo a capacidade que temos de sermos melhores a cada dia utilizando o conhecimento como matéria-prima. Isso é a prova que a inteligência precisa do desafio para não atrofiar. Mentes ativas invadem o universo e contagiam seguidores ávidos por transformação. É muito importante, aprimorar o estilo de vida e de consumo. Usufruir de maravilhosas descobertas, estar atento à espera de um super insight. Eu mesma me coloco aos pés da inteligência maior, com o firme propósito de ser inspirada. Estou sempre à espera de uma ideia que poderá ser a saída para alguém em desespero, por exemplo. O próprio ato de escrever é uma forma de alcançar pessoas que estejam precisando ler determinadas palavras. Chamo isso de inteligência em movimento. Sou fã de pessoas que produzem meios para que possamos caminhar no tapete vermelho da mudança. Vamos aplaudir e estender nossa homenagem, a mim, a você, ao invisível, enfim, a todos que atentos conduzem nosso planeta, para frente, com sucesso merecido! Voltando às perguntas acima: repito que pode ser tarde, uma vez que as perguntas a respeito de desejo pessoal, missão de vida, propósito, bem como a célebre e famosa pergunta: "quem eu sou", costumam não fazer parte do repertório das pessoas. É preciso investir neste processo, de maneira teimosa, severa e insistente. Temos direito a pensar sobre este tema desde a infância. Sei que podem comentar: são apenas crianças e elas não saberão responder algo tão profundo! Mas eu insisto, elas têm o direito de pensar sobre isso, sim! Lembrem-se: os espíritos delas são antigos e apenas residem em um corpo de criança. Já a sabedoria? Bem, esta é antiga também e por isso, imensa! Somos mais que uma profissão. Inclusive a profissão, se bem escolhida, passa a servir ao nosso propósito de vida fazendo com que entendamos quem somos. Eis por que quanto mais cedo incentivarmos os pequenos com estas perguntas, naturalmente as respostas serão encontradas dentro de cada um. Desta forma, finalmente e, felizmente, não será tarde demais!

Suicídio visto pelo Espiritismo

:: Acid :: O suicídio é a interrupção da vida (óbvio). Mas nesta frase se encontra a chave de todo o drama que o suicida passa após a morte. Assim como o mais avançado dos robôs, ou um simples radinho de pilha, o corpo também tem sua bateria, e um tempo de vida útil baseado nesta carga. De acordo com nossos planos (traçados do outro lado) teremos uma carga X de energia, que pode ser ampliada, se assim for necessário. Então, um atentado contra a vida não é um atentado exatamente contra Deus, mas contra todos os seus amigos, mentores e engenheiros espirituais que planejaram sua encarnação nos mínimos detalhes, e contra a própria energia Divina que foi emprestada para animar seu veículo físico de manifestação: seu corpo. Eqüivale aos EUA gastar bilhões pra mandar um homem a Marte, e quando ele estivesse lá resolvesse voltar porque ficou com medo ou sentiu saudades de casa. Todos os cientistas envolvidos na missão ficarão P da vida, e com razão. Afinal, quando ele se candidatou para a missão, estava assumindo todos os riscos, com todos os ônus e bônus decorrentes de um empreendimento deste tamanho. Quando esse astronauta voltar à Terra vai ter trabalho até pra conseguir emprego de gari. É mais ou menos assim no plano espiritual. Um suicida nunca volta pra Terra em condições melhores do que estava antes de cometer o autocídio. Segundo Allan Kardec, codificador do espiritismo, Há as conseqüências que são comuns a todos os casos de morte violenta*; as que decorrem da interrupção brusca da vida. Observa-se a persistência mais prolongada e mais tenaz do laço que liga o Espírito ao corpo, porque este laço está quase sempre em todo o vigor no momento em que foi rompido (Na morte natural ele enfraquece gradualmente e, às vezes, se desata antes mesmo da extinção completa da vida). As conseqüências desse estado de coisas são o prolongamento do estado de perturbação, seguido da ilusão que, durante um tempo mais ou menos longo, faz o Espírito acreditar que ainda se encontra no mundo dos vivos. A afinidade que persiste entre o Espírito e o corpo produz, em alguns suicidas, uma espécie de recuperação do estado do corpo sobre o Espírito (ou seja, o espírito ainda sente, de certa forma, as ações que o corpo sofre), que assim se ressente dos efeitos da decomposição, experimentando uma sensação cheia de angústias e de horror. Este estado pode persistir tão longamente quanto tivesse de durar a vida que foi interrompida. Assim é que certos Espíritos, que foram muito desgraçados na Terra, disseram ter-se suicidado na existência precedente e submetido voluntariamente a novas provas, para tentarem suportá-las com mais resignação. Em alguns, verifica-se uma espécie de ligação à matéria, de que inutilmente procuram desembaraçar-se, a fim de voarem para mundos melhores, cujo acesso, porém, se lhes conserva interditado. A maior parte deles sofre o pesar de haver feito uma coisa inútil, pois que só decepções encontram. Algumas máximas do espiritismo para o caso de suicídio: As penas são proporcionais à consciência que o culpado tem das faltas que comete. Não se pode chamar de suicida aquele que devidamente se expõe à morte para salvar o seu semelhante. O louco que se mata não sabe o que faz. As mulheres que, em certos países, voluntariamente se matam sobre os corpos de seus maridos, obedecem a um preconceito, e geralmente o fazem mais pela força do que pela própria vontade. Acreditam cumprir um dever, o que não é característica do suicídio. Encontram desculpa na nulidade moral que as caracteriza, em a sua maioria, e na ignorância em que se acham. Os que hajam conduzido/induzido alguém a se matar terão de responder por assassinato, perante as Leis de Deus. Aquele que se suicida vítima das paixões é um suicida moral, duplamente culpado, pois há nele falta de coragem e bestialidade, acrescidas do esquecimento de Deus. O suicídio mais severamente punido é aquele que é o resultado do desespero, que visa a redenção das misérias terrenas. Pergunta - É tão reprovável, como o que tem por causa o desespero, o suicídio daquele que procura escapar à vergonha de uma ação má? Resposta dos espíritos - O suicídio não apaga a falta. Ao contrário, em vez de uma, haverá duas. Quando se teve a coragem de praticar o mal, é preciso ter-se a de lhe sofrer as conseqüências. Será desculpável o suicídio, quando tenha por fim impedir a que a vergonha caia sobre os filhos, ou sobre a família? O que assim procede não faz bem. Mas, como pensa que o faz, isso é levado em conta, pois que é uma expiação que ele se impõe a si mesmo. A intenção lhe atenua a falta; entretanto, nem por isso deixa de haver falta. Aquele que tira de si mesmo a vida, para fugir à vergonha de uma ação má, prova que dá mais apreço à estima dos homens do que a de Deus, visto que volta para a vida espiritual carregado de suas iniqüidades, tendo-se privado dos meios de repará-los aqui na Terra. O arrependimento sincero e o esforço desinteressado são o melhor caminho para a reparação. O suicídio nada repara. Que pensar daquele que se mata, na esperança de chegar mais depressa a uma vida melhor? Outra loucura! Que faça ele o bem, e mais cedo irá lá chegar, pois, matando-se, retarda a sua entrada num mundo melhor e terá que pedir lhe seja permitido voltar, para concluir a vida a que pôs termo sob o influxo de uma idéia falsa. Não é, às vezes, meritório o sacrifício da vida, quando aquele que o faz visa salvar a de outrem, ou ser útil aos seus semelhantes? Isso é sublime, conforme a intenção, e, em tal caso, o sacrifício da vida não constitui suicídio. É contrário às Leis kármicas todo sacrifício inútil, principalmente se for motivada por qualquer traço de orgulho. Somente o desinteresse completo torna meritório o sacrifício e, não raro, quem o faz guarda oculto um pensamento, que lhe diminui o valor aos olhos de Deus. Todo sacrifício que o homem faça à custa da sua própria felicidade é um ato soberanamente meritório, porque resulta da prática da lei de caridade. Mas, antes de cumprir tal sacrifício, deveria refletir sobre se sua vida não será mais útil do que sua morte. Quando uma pessoa vê diante de si um fim inevitável e horrível, será culpada se abreviar de alguns instantes os seus sofrimentos, apressando voluntariamente sua morte? É sempre culpado aquele que não aguarda o termo que Deus lhe marcou para a existência. Não há culpabilidade, entretanto, se não houver intenção, ou consciência perfeita da prática do mal. Conseguem seu intento aqueles que, não podendo conformar-se com a perda de pessoas que lhes eram caras, se matam na esperança de ir juntar-se a eles? Muito ao contrário. Em vez de se reunirem ao que era objeto de suas afeições, dele se afastam por longo tempo. Fonte: Livro dos espíritos (com algumas alterações) Alguns exemplos de efeitos de suicídios na nova vida, como constam no livro "As vidas" de Chico Xavier: - Chico, minha filha, de 5 anos, é portadora de mongolismo, mas eu acho que ela está sendo assediada por espíritos. Chico descartava a hipótese "espiritual" e encaminhava mãe e filha à fila de passes. Elas viravam as costas, e ele confidenciava a um amigo: - Os espíritos estão me dizendo que essa menina, em vida anterior recente, suicidou-se atirando-se de um lugar muito alto. Outra mãe se aproximava e reclamava do filho, também de 5 anos: - Ele é perturbado. Fala muito pouco e não memoriza mais que 5 minutos qualquer coisa que nós ensinamos. Quando os dois estavam a caminho da sala de passes, Chico confidenciava: - Na última encarnação, esse menino deu um tiro fatal na própria cabeça. Outro caso, ainda mais chocante: - Meu filho nasceu surdo, mudo, cego e sem os dois braços. Agora está com uma doença nas pernas e os médicos querem amputar as duas para salvar a vida dele. Chico pensava numa resposta, quando ouviu o vozeirão de Emmanuel: - Explique à nossa irmã que este nosso irmão em seus braços suicidou-se nas dez últimas encarnações e pediu, antes de nascer, que lhe fossem retiradas todas as possibilidades de se matar novamente. Agora que está aproximadamente com cinco anos de idade, procura um rio ou um precipício para se atirar. Avise que os médicos estão com a razão. As duas pernas dele serão amputadas, em seu próprio benefício. morte violenta*: Em casos onde a morte violenta é dívida kármica, e já prevista, sempre há uma equipe de amparadores para fazer o 'desligamento' do corpo e dispersão das energias densas. Os suicidas não contam, obviamente, com esse amparo, pois seria assim um incentivo à prática do suicídio, não havendo assim aprendizado com o erro.