sexta-feira, 29 de julho de 2016

A importância de Pombagira e Exu




Temos que começar a mudar nossos conceitos de Exú e Pomba Gira. Vamos a partir de agora ver o Exú e a Pomba Gira como aquela polícia que guarda e toma conta das ruas obedecendo sempre uma hierarquia de comando, que é o Exú chefe do Terreiro, e acima dele os guias chefes da Casa. Podemos também ver os Exús como aqueles lixeiros alegres que passam pelas ruas recolhendo toda a “sujeira”.
Vêm com brincadeiras e algazarras, mas fazem um trabalho enorme em benefício da sociedade, que diga-se de passagem é muito pouco reconhecido. E as Pomba-giras seriam as “margaridas” mulheres que trabalham também na limpeza de nossas ruas e nossa cidade, exercendo a sua profissão com presteza e determinação. Assim como devemos ter um conceito mais respeitoso do Exú, devemos também dedicar mais respeito aos trabalhos das Pombas Giras, deixando de encará-las como mulheres vulgares e da vida, que só vêm “para arranjar casamento” ou o que é pior, para desfazer casamentos... Isto é uma coisa absurda e vulgar...
O trabalho da Pomba Gira é sério. É também um trabalho de descarrego, de limpeza, de união entre as pessoas. De abertura dos caminhos da vida, seja do ponto de vista material, mental ou espiritual. A saudação aos Exus: A saudação ao Exú é LARÓYÈ = salve, que também quer dizer salve compadre, boa noite “moça”.
Exú é MOJUBÁ - Moju (Viver a noite) Bá (armar emboscadas) ou seja “armar emboscadas vivendo a noite”. Mas na Umbanda o trabalho dos Exús é o de guardião. Assim ao cumprimenta-lo estamos dizendo: Salve aquele que vive à noite e que arma emboscadas. Assim estamos reconhecendo seu poder e ao mesmo tempo estamos pedindo “Àquele que vive a noite, que nos livre das emboscadas”. Os médiuns que vão fazer a obrigação de Exú devem permanecer em estado de seriedade, afastando-se de bebidas, festas, que neste caso exercem uma atração para as almas desorientadas.
A função da obrigação de Exú é basicamente para fazer com que o Exú assuma no campo a função principal de guardião do médium, desde que este se comporte a altura de sua amizade e respeito. Bebidas: Gostam muito de bebidas voláteis e o aguardente está entre elas ao qual dão o nome de malafo ou marafo, conhaque, cerveja e outras bebidas fortes. As Pomba-giras gostam de anis e champanhe. Não há necessidade de o médium ingerir a bebida, pois a mesma pode ficar num copo e o Exú ou Pomba-gira trabalhar com a sua energia utilizando o conteúdo astral da bebida.
Comidas: Os Exús e Pomba Gira gostam de farofa, dendê, cebola, pimenta, limão, semente de mamona, e as Pombas Giras de enfeites e adornos, sem contar que gostam muito se suas oferendas enfeitadas com Rosas Vermelhas.
Alguns Nomes de Pomba Gira: Pomba Gira do Cruzeiro, do Cais, da Calunga, do Cemitério, Padilha, Mulambo, Cigana, Ciganinha, da Calunga, Maria Bonita, Rosa Maria, Maria Rosa, Maria Rita, Rosa vermelha, Rosa do cruzeiro, Sete Véus, Sete cravos, da Encruza.. Alguns Nomes de Exú: Sete Encruzilhadas, Veludo, Caveira, Tranca Ruas, Caveirinha, Exú Campina, Exú do Cruzeiro, Calunga, do Lodo, Lalu, da Madrugada, da Meia Noite, Mangueira, Mulambo, Mulambinho, Malandro, Malandrinho, Gira Mundo, Tiriri, Marabô, Sete Capas, Cadeado, dos Rios, da Cachoeira, dos Ventos, da Praia, Quebra Galho, Sete Covas, Sete Catacumbas, Sete Luas, Sete Sombras, Três Punhais, Três Cruzes, Sete Chaves, Tranca Tudo, Tira Teima, Zé Pilintra e muitos outros.
Hierarquia dos Exús: Os Exús e Pomba-giras prestam obediência ao Chefe da Casa. No caso da Casa Branca é o Exú das Sete encruzilhadas. Exú Tronqueira: Não confundir o trabalho do Exú guardião com o trabalho do EXÚ TRONQUEIRA. O Exú Tronqueira é aquele que guarda o Terreiro e passa por uma triagem às pessoas que entram no Terreiro. Por isso a sua casa é colocada junto à porta de entrada e é a primeira a ser saudada. Todos devemos ter o máximo de respeito do Exú Tronqueira, pois se uma Gira corre bem e firme devemos agradecer principalmente a ele.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Astrologia Egípcia

 Astrologia Egípcia




Tão misteriosa quanto precisa, a astrologia egípcia até hoje desperta grande interesse em estudiosos do mundo inteiro.
Os egípcios iniciaram os seus estudos astrológicos ainda durante a pré-história, no período pré-dinástico. No quinto milênio antes de Cristo. É possível que os círculos de pedra na Nabta Playa já faziam uso de alinhamentos astronômicos.
O calendário egípcio, mesmo no período pré-dinástico, já contava com 365 dias e a observação das estrelas era realizada diariamente pelos sacerdotes, isto era uma necessidade para marcar a data da inundação anual do Nilo. As pirâmides egípcias também foram cuidadosamente alinhadas de acordo com a estrela polar e o templo de Amon-Rá, em Karnak, também foi alinhado na nascente do sol do solstício de inverno.
Os sacerdotes (astrólogos) ao invés de apenas marcar datas festivas com o calendário, passaram a observar a Astronomia para marcar as horas de nascimento e os fenômenos que ocorriam naquele momento, como  as conjunções, fases e levantamentos do Sol, da Lua e dos planetas, para determinar as características de uma pessoa importante e que tipo de vida essa pessoa provavelmente teria.
Os egípcios começaram a perceber uma forte ligação entre a data e horário de nascimento com características determinantes da vida de cada indivíduo. Suas previsões eram tão corretas que ate hoje em dia são estudadas e utilizadas no mundo todo. Embora este tipo de ciência tenha sido vulgarizada e desacreditada pela sua popularização sem fundamentação teórica, ainda existem os verdadeiros estudiosos da astrologia egípcia que são capazes de prever situações futuras com base em seus complexos estudos astrais.

Os egípcios desenvolveram uma técnica de observação praticamente infalível, baseando-se em observação e análise de fatores físicos. Plantas já eram estudadas pelos egípcios, que sabiam, por exemplo, que colher azeitonas duarante a noite e durante um determinado período do ano, gerava um azeite mais suave e fino. Também observaram que animais nascidos em um determinado período do ano eram mais dóceis e por isso, mais propensos à domesticação.

Adaptaram estas observações ao homem e desenvolveram o que conhecemos hoje como mapa astral. Entretanto, a técnica egípcia é mais complexa que o mapa astral difundido no mundo, chegando a exigir de seu estudioso anos de dedicação.

Os egípcios, em seus estudos, desenvolveram uma verdadeira fixação pelas horas da noite, tanto que, nas tumbas dos faraós Ramsés VI e Ramsés IX há uma espécia de relógio lunar. Se uma pessoa se sentar no chão dentro das tumbas, ficará em uma posição onde a estrela polar se alinhará com o centro de sua cabeça e para cada dia do ano alinha-se uma estrela ao observador. É algo único e intrigante que os cientistas não conseguiram desvendar até hoje. A única coisa possível de determinar é que o relógio funciona!

O horóscopo como conhecemos iniciou-se com esta marcação de horas. Associando-se aos alinhamentos de estrelas (planetas) os egípcios começaram a traçar o mapa de cada indivíduo. Surgiu então o conceito de ascendente (ou signo) que era uma nomenclatura específica para um conjunto de dados coletados. Assim, os egípcios atribuíam um signo para uma pessoa que nascia em um determinado período e com base neste signo era possível saber as características mais básicas deste indivíduo. Os estudos, entretanto, eram muito complexos, pois cada ser humano é único para a astrologia egípcia e por isso, o signo não era o suficiente para dizer quem a pessoa era e que vida ela teria.

O primeiro livro sobre astrologia egípcia foi feito por Petosiris (alto sacerdote) e entregue ao faraó Nechepso. A única fonte ocidental destes escritos antigos é o livro de Ptolomeu (o Tetrabiblos) e o primeiro zodíaco encontrado no Egito é do primeiro século antes de Cristo, se chama Zodíaco de Dendera.

O zodíaco como conhecemos hoje, é uma fusão do antigo zodíaco egípcio, com crenças gregas e romanas.


SÍMBOLOS DA ASTROLOGIA EGÍPCIA ANTIGA
SIGNOS FARAÔNICOS


THOTH (29 agosto-27 setembro) 

Thoth é o Deus da sabedoria e da aprendizagem. Os nascidos sob este signo são inteligentes, capazes de pensar críticamente e resolver problemas complexos. São, porém, um pouco impacientes.

HORUS (28 setembro - 27 outubro) 

Horus é o Deus do céu. Os nascidos sob este signo são corajosos e enfrentam riscos. Eles são pró-ativos e auto-motivados, porém, são teimosos e às vezes impraticáveis.

WADGET (28 outubro - 26 novembro) 

Wadget é a Deusa da cobra real. Os nascidos sob este signo são racionais, cautelosos, meticulosos e de opinião forte. Têm uma tendência para o pessimismo e a desconfiança.

SEKHMET (27 novembro-26 dezembro) 

Sekhmet é a Deusa da guerra. Os nascidos sob este signo são otimistas e imaginativos, têm uma ampla gama de interesses e habilidades e são resistentes. Mas podem ter um temperamento difícil.

SPHINX (27 dezembro-25 janeiro) 

Sphinx é o guardião. Os nascidos sob este signo são pessoas sensíveis, adaptáveis e altamente disciplinadas. São pessoas geralmente rancorosas por trás de um exterior de perdão e tolerância.

SHU (26 janeiro - 24 fevereiro) 

Shu é o Deus do ar. Os nascidos sob este signo são criativos e conscientes. Geralmente são bem sucedidos mas estão sempre com medo do fracasso, o que os torna hesitantes.

ISIS (25 fevereiro - 26 março) 

Isis é a Deusa da disciplina. Os nascidos sob este signo são simples, confiantes e idealistas. Entretanto, são dispersos e se perdem em seus pensamentos.

OSIRIS (27 março - 25 abril) 

Osiris é o Deus do submundo. Os nascidos sob este signo são cheios de paradoxos emocionais e são mal compreendidos pelos outros por causa disso. São empreendedores mas fogem de responsabilidades.

AMUN (26 abril - 25 maio) 

Amun é o Deus da criação. Os nascidos sob este signo são de temperamento forte, corajosos e sábios. Eles podem ser bons líderes, mas podem ser muito intolerantes.

HATHOR (26 maio - 24 junho) 

Hathor é a Deusa do amor. Os nascidos sob este signo são emotivos, expressivos e encantadores. No entanto, estão propensos a picos emocionais de altos e baixos.

PHOENIX (25 junho - 24 julho) 

Phoenix é o pássaro de vida e ressurreição. Os nascidos sob este signo veem sempre a vida como rica em possibilidades, eles são otimistas e flexíveis. Isso pode levá-los a serem sonhadores e introvertidos.

ANUBIS (25 julho-28 agosto) 

Anúbis é o guardião do submundo. Os nascidos sob este signo são auto-confiantes e têm uma grande capacidade de controle e determinação. Eles são muito estáveis​​.


SIGNOS DA TRADICIONAL ASTROLOGIA EGÍPCIA



Nilo (1-07 janeiro, 19-28 junho, setembro 1-07, 18-26 novembro) 

Este é o único não Deus dos tradicionais sinais do zodíaco egípcio. O Nilo é o começo. As pessoas nascidas sob este signo são apaixonadas e impulsivas. Compatível com Amon-Ra e Seth. 

AMUN (08-21 janeiro, fevereiro 01-11) 

Amun é o Deus da criação. As pessoas nascidas sob o seu signo são otimistas, são líderes talentosos e têm boa intuição. Compatível com o Nilo e Horus. 

MUT (22-31 janeiro, 08-22 setembro) 

Consorte de Amon. As pessoas nascidas sob este signo são práticas e determinadas, dedicadas ao progresso e a tecnologia. Elas são rigorosas e pouco românticas. Compatível com Amon-Ra e Thoth. 

GEB (12-29 fevereiro, 20-31 agosto) 

Deus da terra. As pessoas nascidas sob este signo são diplomáticas e possuem tato para lidar com situações delicadas. São também sensíveis aos sentimentos e necessidades dos outros. Compatível com Seth e Horus. 

OSIRIS (01-10 março, novembro 27 - Dez 18) 

Osiris é o Deus do submundo. Ele é um símbolo de ressurreição. As pessoas nascidas sob o seu signo são bons com novos começos e têm grande intuição. São propensas a crises de melancolia profunda. Compatível com Ísis e Thoth. 

ISIS (11-31 março, outubro 18-29, 19-31 dezembro) 

Esposa de Osíris e símbolo do amor maternal. As pessoas nascidas sob este signo são governadas pelo amor. Têm sorte, são ambiciosas e enérgicas. São propensas a inquietação e sentem necessidade de mudanças constantemente. Compatível com Osiris e Thoth. 

THOTH (01-19 abril, 08-17 novembro) 

Thoth é o Deus do conhecimento e aprendizagem. As pessoas nascidas sob este signo são estudantes por toda a vida e estão sempre em busca de conhecimento, são pessoas muito pacientes. Compatível com Bastet e Isis. 

HORUS (20 abril - 7 maio, agosto 12 -19) 

Horus é Deus do céu e das estrelas. As pessoas nascidas sob este signo são naturalmente imaginativas. São também trabalhadoras e responsáveis. Compatível com Bastet e Geb. 

ANUBIS (8-27 maio, 29 junho - 13 julho) 

Anúbis é o guardião do submundo e dos mortos. As pessoas nascidas sob este signo são introvertidas e solitárias. Também são emotivas e sensíveis. Compatível com Bastet e Isis. 

SETH (28 maio - 18 junho, 28 setembro - 2 outubro) 

Seth é o Deus do caos. As pessoas nascidas sob este signo são muito ambiciosos e de temperamento difícil e não se dão bem com restrições. Têm um espírito rebelde. Compatível com Geb e do Nilo. 

BASTET (14-28 julho, setembro 23-27, 03-17 outubro) 

Bastet é a Deusa-gato do prazer. As pessoas nascidas sob este signo são charmosas e carismáticas e são bem sucedidas por causa disso. Compatível com Sekhmet e Horus. 

SEKHMET (29 julho-11 agosto, outubro 30 - novembro 7) 

Deusa leoa da guerra. As pessoas nascidas sob este signo tem altas expectativas de si e dos outros. São orgulhosos e estóicas (rígidas em seus princípios). Compatível com Bastet e Geb. 

sábado, 16 de julho de 2016

DUENDES, ELEMENTAIS - CRENDICE, FANTASIA OU REALIDADE? Não encontramos a palavra "Elemental" no dicionário do Aurélio, e que tampouco consta nas obras codificadas por Allan Kardec. Aliás, o Espírito São Luís, na Revista Espírita do mês de março de 1860, empregou o termo "elementar”(1) ao invés de “Elemental”.(2) O professor Rivail cita a palavra "duende" referindo-se aos espíritos perturbadores, em duas oportunidades.(3)A primeira quando faz alusão ao duende de Bayonne, que apareceu para sua irmã, provocando travessuras. Na segunda, descreve a experiência do Sr. J. com alguns espíritos perturbadores, em sua residência. Mas, em ambas as oportunidades, o Codificador os descreveu como espíritos perturbadores, sem no entanto lhes conferir as propriedades que a crendice popular dá aos duendes e elementais. (4) Nesta abordagem teórica, não podemos adentrar pela porta larga das concepções místicas, até porque a nomenclatura espírita é concisa e clara, e precisa estar acima da imaginação popular, que concebe, geralmente, a mediunidade de maneira mística, e quase sempre denominando esses seres de Silfos (elementais do ar), Salamandras (elementais do fogo), Ondinas (elementais da água) e Gnomos (elementais da terra). Sabemos que nas hostes espíritas existem muitas terminologias novas, que não estão inscritas nas Obras Básicas. Todavia, no decorrer do século XX, foram sendo incorporadas no dicionário kardeciano, a exemplo dos termos "colônias espirituais”, “bioenergia”, “monoideísmo”, “ovóides", "umbral", "vampirismo", "aura" etc. Expressões essas que, se não foram utilizadas pelo Codificador; estavam de alguma forma implícitas nas ideias, através de outras terminologias do século XIX. O termo "Elemental" é comumente empregado de forma esotérica, sobretudo na cultura teosófica. Porém, André Luiz faz alusão à palavra referindo-se “a entes servidores comuns do reino vegetal”(5), ou seja, espíritos da Natureza totalmente estranhos à sua compreensão(6). Algumas obras espíritas complementares confirmam que os seres infra-humanos são os "entes servidores da natureza”, executores dos fenômenos naturais. Segundo o ilustre lionês, "os Espíritos constituem a força inteligente da Natureza e concorrem para a execução dos desígnios do Criador”(7), que, não criou seres intelectuais perpetuamente destinados à inferioridade, uma vez que “tudo na Natureza se encadeia por elos que ainda não podemos apreender”(8). Os Instrutores Espirituais intervêm na melhoria das formas evolutivas inferiores, nas quais o princípio inteligente estagia. Em verdade, “todos os campos da Natureza contam com agentes da Sabedoria Divina para formação e expansão dos valores evolutivos.”(9). A rigor, o espírito não chega à fase da razão “sem haver passado pela série divinamente fatal dos seres inferiores, entre os quais se elabora lentamente a obra da sua individualização.”(10). Destarte, “o princípio inteligente, distinto do princípio material, se individualiza e se elabora, passando pelo diversos graus da animalidade. É aí que a alma se ensaia para a vida e desenvolve, pelo exercício, suas primeiras faculdades.”(11). Certa vez, conhecendo uma colônia purgatorial de vasta expressão, André Luiz foi informado sobre as milhares de criaturas “utilizadas nos serviços mais rudes da natureza, que se movimentam naquelas regiões em posição infraterrestre.”(12). Talvez essas entidades não habitem o interior da Terra, porém, “presidem aos fenômenos geológicos e os dirigem de acordo com as atribuições que têm.”(13). Dia virá em que receberemos a explicação de todos esses fenômenos e os compreenderemos melhor. Na escala da evolução, eles estariam entre a fase animal e hominal. Muitos esotéricos acreditam que essas entidades são superiores ao homem, crença essa contrária aos conceitos e conhecimentos espíritas. Para nós, esses seres “situam-se entre o raciocínio fragmentário do macacóide e a idéia simples do homem primitivo da floresta."(14). No Capítulo IX de O Livro dos Espíritos, questões 536 a 540, o mestre lionês fez perguntas pertinentes sobre a ação dos espíritos nos fenômenos da natureza. Compreendemos, assim, sobre a existência de "princípios inteligentes" que auxiliam no controle dos fenômenos da natureza, sob a supervisão de espíritos mais elevados, operando em nome de Deus, que “não exerce ação direta sob a matéria”(15). Não seria justo dizer que os elementais não existem. A experiência, a tradição e a própria Doutrina Espírita acolhem tais seres como realidade e não como mera fantasia. Todavia, não podemos esquecer que o Espiritismo tem em seu vocabulário os termos adequados para designar precisamente esses entes espirituais. Razoável, então, não adotarmos palavras inadequadas e distorcidas pelas crenças mitológicas. Jorge Hessen http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com FONTES: (1) Espírito elementar é diferente de "elementais” (2) Na "Revista Espírita”, editada por Allan Kardec, março de 1860, tradução da Edicel, pg. 98. (3) Kardec, Allan. Revista Espírita/Janeiro de 1859, São Paulo: Editora IDE, 1993 (4) Os duendes são personagens da mitologia europeia semelhantes a Fadas e Goblins. Embora suas características variem um pouco pela Espanha e América Latina, são análogos aos Brownies escoceses, aos Nisse dinamarquês-noruegueses, ao francês nain rouge, aos irlandeses clurichaun, Leprechauns e Far Darrig, aos manx fenodyree e Mooinjer Veggey, ao galês tylwyth teg, ao sueco Tomte e aos trasgos galego-portugueses. (5) Xavier, Francisco Cândido. Nosso Lar, Ditado pelo Espírito André Luiz, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001. (6) _____,________. Nosso Lar, Ditado pelo Espírito André Luiz, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001. (7) Kardec, Allan. Obras Póstumas, Rio de Janeiro: FEB, 1972. (8) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: FEB, 1974, cap. XI, "Dos Três Reinos”, subcapítulo "Os Animais e os Homens”, questões de 592 a 610. (9) Xavier, Francisco Cândido. Evolução em Dois Mundos, Ditado pelo Espírito André Luiz, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001. (10) Kardec, Allan. A Gênese, Rio de Janeiro: FEB, 2001, cap. XI, cap. 6, item 19. (11) _____,_____. A Gênese, Rio de Janeiro: FEB, 2001 cap. 6, item 19 cap.11, item 23. (12) Xavier, Francisco Cândido. Libertação, Ditado pelo Espírito André Luiz, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2002. (13) Kardec, Allan. (O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: FEB, 1974, questão 537 a). (14) ______,_____. Xavier, Francisco Cândido. Libertação, Ditado pelo Espírito André Luiz, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2002. (15) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: FEB, 1974, na Parte 2a, Capítulo IX, questões 536 a 540.

Clavículas de Salomão

AS CLAVÍCULAS DE SALOMÃO As clavículas de Salomão são a chave geral das artes mágicas e de todos os antigos dogmas religiosos, a chave da Cabala e das Escrituras Sagradas. O uso só era conhecida pelos sumos sacerdotes da antiguidade, esta chave é um alfabeto hieroglífico. A linguagem sagrada, o hebraico, é uma língua aramaica, a língua que Jesus Cristo falava. Salomão havia representado esse alfabeto por setenta e dois nomes escritos em trinta e seis talismãs e é o que os iniciados do Oriente denominam ainda de as pequenas chaves ou clavículas de Salomão Esse alfabeto tem setenta e dois nomes escritos e cada um representa os arcano maiores e menores, cada um destes pertence a uma letra Os elementos são os Arcanos Menores, onde, toda a criação se faz de um único nome. As vinte e duas letras do alfabeto hebraico são constituídas por três maestras e sete duplas e doze simples. As três maestras são: os fundamentos que representam “o prato do merecimento “, “o prato da culpa” e “ a balança da lei “, elas são: 1= Aleph tem dominio sobre o espírito(vê o merecimento). 2= Mem tem dominio sobre a água(vê a culpa). 3= Schin tem dominio sobre o fogo(faz o balanço da lei). As sete letras duplas são: reduzidas em seus opostos pela permutação de suas letras criando a vida e a morte, a paz e guerra, a ciência e ignorância, a riqueza e pobreza, a graça ou abominação, a felicidade ou esterilidade, a liberdade ou escravidão. Elas são: 1=Beth que criou a Lua 2= Guimel que criou Marte 3= Daleth que criou o Sol 4=Kaf que criou a Venus 5= Phe que criou Mercúrio 6=Reish que crio Saturno 7= Tav que crio Jupiter. Na cabala considera-se que a criação de todas as coisas, Deus criou com números, medida. O significado dos nomes das letras hebraicas; de séculos passados; derivam dos antigos hieróglifos. Os significados são: 01=ALPEPH(touro) 02=BETH(casa) 03=GHIMEL(camelo) 04=DALETH(porta) 05=HE( xxx) 06=VÔ (gancho) 07=ZAIN(arma) 08=HEITH(cinto) 09=TEITH(serpente) 10=YOD(mão) 11=KAF(palma da mão) 12=LAMED(aguilhão) 13=MEN(água) 14=NOUM(peixe) 15=SAMECH(cobra) 16=AYIN(olho) 17=PHE(boca) 18=TSARE(casa) 19=QEF(hospício) 20=REICH(cabeça) 21=SCHIN(dente) 22=TAY(sinal). Na Cabala estas letras simbolizam 3 sentidos: o material-ALEPH ao IOD-mundo angélico o espiritual –KAFJA a TSADEY-diferentes ordens deanjos que protegem o mundo o valor da tranformações sofridas pelo tempo.-QEF a TAY- elementos regidos pelo Espírito Santo. Cada letra é governada por um anjo, sendo um raio de virtudes do todo poderoso. Na representação Cabalística os três sentidos são; relacionados com os numeros as castas de tarôt: 1 - Homem - Principio - Causa 2 - Habitação - Ativo - Germe 3 - Orgão - Sinal - Corpo 4 - Divisivilidade - Natureza - Abundancia 5 - Sopro vital - Vida - Espirito 6 - Luz - Dualidade - Verbo 7 - Tendencia - Causa final - Indicação 8 - Trabalho - Ação moral - Equilibro 9 - Abrigo - Renovação - Arbitrio 10-Mando - Eternidade - Duração Material 11-Forma - Coesão - Vida passageira 12-Elevação - Instrução - Expansão 13-Mulher - Fecundidade - Pluradidade 14-Fruto - Filho - Suscetivilidade 15-Movimento circular - Renovação - Universo 16-Materia - Desarmonico - Falso 17-Palavra - Ensino - Beleza 18-Proposito - Solução - Vontade 19-Compreenção - Dano - Lei 20-Cabeça - Psiquis - Movimento 21-Duração relativa - Transformação - Elementos 22-Reciprocidade - Fartura - Proteção A Cabala não é só aprendida de mestre para discípulo ela contem estágios onde, a doutrina é recebida através dos mentores com elevação do espírito alem do mundo físico, usando a direta “Maggia”, este guia e o instrutor celestial mostra e ensina os seus aprendizes no mundo superior e assim, eles voltam com os ensinamentos gravados em sua consciência. Estes ensinamento secreto também foi transmitido aos grandes filósofos gregos Sócrates, Platão e Aristóteles, e a todos eles dado pela fonte original tomada por Pitágoras do Egito. Posteriormente em Espanha encontram-se vivendo harmoniosamente durante mas de 600 anos os sábios das três principais religiões monoteístas: a Cristã, a Islâmica e a Judaica . Foi neste período de grandeza histórica, que surgiu aos poucos uma nova geração cabalística que contribuirão para aperfeiçoar e de uma maneira simples o diagrama da Lei Divina ,porém de uma forma sutil, pois seria impossível descrever totalmente o mundo angélico. A palavra cabala tem dois sentidos: 1=no sentido judaico, a letra Q leva o valor numérico 100 – desenvolvimento. 2= letra C que leva o 20. CA(20) – BA(2) – LA(30). Podemos ligar a soma das duas primeiras consoantes e 22, o que também indica “desenvolvimento dos 22”; referindo-se aos vinte dois Arcanos do tarô. Esta tradição foi transmitida por via oral durante séculos e é através desta doutrina que se ensina a interpretar o mistério, o atributo da força, a virtude da beleza ou a inteligência criada em todas as coisas com o número e a palavra por ordem. E é através do peso e da matéria deste número que observaremos no mundo da evolução as influências boas ou prejudiciais oculta na sabedoria da Árvore da Vida. Os filósofos já diziam que: uma palavra requer um pensamento, que por sua vez é um sinal representativo depositado no mundo intermediário do fluído astral, que por sua vez é o espelho de todas as manifestações do ser”, em terra. Interferindo em um ser, objeto, local, podendo trazer influências fortes e ocultas. A ÁRVORE DA VIDA O que o homem descobriu no umbral do terceiro milênio,o dono do tempo já tinha manifestado.Outros exemplos estão no divino nome “Adonai” da décima esfera cabalística Malkuth (reino da Terra). ADONAI escreve-se ADNI, lido em hebreu significa: A= homem D = divisível N = filho I = mando, “ mandado por Deus, o homem e seu filho divisível”. Traduzir a linguagem do significado das letras e conjugá-las em frases compreensíveis não é uma tarefa difícil, só obter a prática de substituir o significado da cada letra, para depois ter três finalidades: um hieróglifo um número uma idéia. Na combinação destas letras e de certas leis, ativa os centros de energia cósmica, que pela ação da vontade do homem e pela benção do Santo, servem para a evolução. Fim de toda a perfeição da criação . “Árvore da Vida” , é conhecida como árvore cósmica, fonte das almas e suas diferentes evoluções através das 10 esferas Sefhirot as 22 dimensões(32 caminhos) e as 50 portas dos conhecimentos nos quatro mundos, seu oposto é a árvore da morte. A SEPHIROT No Zohar, à uma descrição, linda sobre “A Arvore da Vida”, É descrita como: " a fonte é unica, mas a corrente a transforma em duas, então...forma-se a vasta bacia conhecida como mar ( o mar é a terceira coisa ) depois reparte-se em sete canais. Reunido todos a nascente, a corrente, o mar e os sete canais, somando o total de dez". Ele o dividirá ( o mar ) em sete braços (Is.11,15). Então, Ele modelou uma Sephirot ( esfera ), encheu-o consigo mesmo e a chamou-o Keter de Fonte da Sabedoria Sentimental e assim mesmo denominou-se Sabio Chochmah, e dividiu a sua realização. Em seguida criou uma esfera ( o mar ) e a nomeou Compreenção ( Binhah ), como assim mesmo tanto a Sabedoria como a Compreensão são Ele proprio em sua verdadeira essência. Ele se dirige a sete preciosos recipientes os quais denomina: Grandeza - Poder - Gloria - Vitória - Majestade - Fundamento e Soberania De seu oposto : A Soberba - a Avareza - a Luxuria - a Ira - a Gula - a Inveja - a Preguiça. POR: VLATIMA

segunda-feira, 11 de julho de 2016

A Lei Tríplice



O conceito da Lei Tríplice como conhecemos surgiu com a wicca. Para aqueles que não conhecem a religião wicca, é comum acreditar que a rede wicca entra em conflito com a Lei Tríplice.
Entretanto, este conflito não existe. Ao contrário, a Lei Tríplice confirma a rede wicca, pois segundo esta, todos somos livres para fazermos o que quisermos, desde que isto não cause mal aos outros.
A Lei Tríplice, por sua vez, prega que tudo que fazemos retorna a nós três vezes mais forte. Claudiney Pietro, em seu livro “Wicca – Ritos e Mistérios da bruxaria moderna”, nos ensina que:

“Quando interferimos no livre arbítrio de uma pessoa estamos efetuando um ato negativo contra a pessoa e contra nós mesmos. Quando um Bruxo faz isso, está trabalhando com a Baixa Magia, e ele pagará caro, pois o Universo nos retribui tudo o que emitimos aos outros numa escala de 3.”
Esta é a única lei da wicca e deixa claro para todos os bruxos que praticar a magia não é o mesmo que interferir na vida alheia. Manipular pessoas, provocar separações e sofrimentos não condiz com os preceitos da bruxaria moderna e aqueles que insistem em realizar estas práticas, sofrerão o retorno do Universo.
Nenhuma energia é perdida, tudo que emana do bruxo a ele retorna!
Até a prática de algo que parece ser uma boa conduta, pode na verdade ser uma grave interferência no destino de outras pessoas e isto desperta a fúria dos Deuses, pois ao encarnarmos temos uma missão, uma vida com lições individuais que devem ser aprendidas para que nosso espírito evolua. A interferência alheia só atrasa e dificulta o ensinamento de cada um.
O bruxo, ou bruxa, deve ficar distante e não se envolver nos problemas e desafios alheios. Interferir com magia para alterar destinos trará graves consequências ao bruxo (ou bruxa).
Um exemplo disso são as pessoas que se apaixonam por pessoas casadas ou comprometidas e realizam feitiços para separar os casais. Estas pessoas estão trazendo uma maldição para as suas vidas, pois o mal que elas causam com a separação, o sofrimento e a dor são frutos do egoísmo e egocentrismo. Os Deuses entendem o mal causado com aquele feitiço e devolvem com uma infelicidade três vezes maior.
Por isso, a pessoa que faz este tipo de bruxaria não conseguirá ser feliz no amor, especialmente com o indivíduo que ela separou de outra pessoa através de magia. Esta pessoa estará condenada pela Lei Tríplice a sofrer com relacionamentos destruídos e com desilusões.
Magia é criada para contemplação dos Deuses, elevação do espírito e prática do bem. As magias de proteção e bênçãos são as que mais enriquecem a vida dos bruxos e bruxas, porque a energia gerada é positiva e harmoniosa.
Portanto, a Lei Tríplice deve ser usada em favor do bruxo ou da bruxa através da prática do bem, pois os feitiços são o centro vivo da prática da bruxaria, seja na wicca ou em outras tradições, e como bem nos ensina Claudiney Pietro: “Feitiço é um conjunto de técnicas e conhecimentos específicos que quando colocados em prática, enviam uma projeção mental ao Universo.”

Assim, o bruxo (ou bruxa) deve entender que os feitiços agem diretamente com a natureza e como tudo nela possui energia (até mesmo o que está morto emana energia), é possível canalizar estas energias para agirem em benefício daqueles que as utilizam. 
O bruxo (ou bruxa) deve ter em mente que não é senhor (ou senhora) da natureza e que ela é forte demais para ser subjugada. Portanto, grandes bruxos e bruxas estão sempre em harmonia com o Universo, apenas usufruindo de todo o poder que aprenderam a utilizar e respeitar.

Scott Cunningham em seu livro “Guia Essencial da Bruxa Solitária”, dá algumas dicas de como o bruxo (ou bruxa) pode utilizar seu poder e evitar punições dos Deuses:
1. O Poder não deve ser usado para gerar danos, males ou para controlar os outros. (Se surgir necessidade para tais atos, o Poder deverá ser usado APENAS para proteger sua vida ou de outros);
2. O Poder só deve ser utilizado conforme as necessidades;
3. O Poder pode ser utilizado em seu benefício, desde que ao agir não prejudique ninguém;
4. Não é sábio aceitar dinheiro para utilizar o Poder, pois ele rapidamente controla o que o recebe. Não seja como os de outras religiões;
5. Não utilize o Poder por motivo de orgulho, pois isto desvaloriza os mistérios da Wicca e da magia;
6. Lembre-se sempre de que o Poder é um Dom sagrado da Deusa e do Deus, e não deve JAMAIS ser mal usado ou abusado;
Os verdadeiros bruxos e bruxas praticam magia para serem abençoados pelos Deuses, para atraírem fortuna e prosperidade para as suas vidas, para viverem com saúde e amor e principalmente, para permanecerem unidos aos Deuses. Estas são magias benéficas e que interferem apenas na vida do próprio bruxo (ou bruxa).

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Amuleto da riqueza

Amuleto da riqueza


Para ter sempre dinheiro e prosperidade, faça esta magia em um dia que terá lua cheia à noite. O feitiço deve ser feito de manhã.


  • Objetos do feitiço:
1 tecido de algodão (puro, nada sintético) preto
1 linha de algodão (pode ser de crochê, 100% algodão) preta
7 moedas de dinheiro de qualquer valor
7 grãos de arroz branco (não pode ser parboilizado)
7 folhas de louro
1 vela branca
1 ímã
1 folha de papel branco virgem (papel sem linhas)
1 caneta de tinta preta

  • Realização do feitiço:

Acenda a vela branca e faça a seguinte oração:

"Óh Deus Pai que governa o mundo,
Óh Deusa Mãe que governa a natureza,
Dai-me com esta oração toda a fortuna e riqueza."

Após fazer a oração e ainda com a vela acesa, escreva sete vezes o seu nome completo e a sua data de nascimento no papel e dobre-o sete vezes (não corte o papel, apenas dobre).
Faça um saquinho com o tecido negro e coloque dentro o papel com o seu nome, o arroz, o louro, as moedas e o ímã. Feche o saquinho com sete nós e coloque-o em sua carteira. Deixe a vela queimar até o fim.
Nunca deixe ninguém ver este saquinho!
Se possível, costure-o no forro da própria carteira para que ninguém o veja.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Ritual Rápido Para sair do Baixo-astral

Ritual Rápido Para sair do Baixo-astral: Bem cedo, quando o sol estiver nascendo, acenda uma vela laranja. Fique observando a chama e peça para as salamandras aumentarem sua coragem e força. Faça uma oração de agradecimento com palavras simples que venham do coraçao. A vela deve ser jogada em uma praça quando acabar e se sobrar.