sábado, 5 de dezembro de 2015

Humildade para nos espiritas

Jesus Cristo nunca se cansou de combater o orgulho e de enaltecer a humildade, virtude da qual Ele, o Mestre, deu vários exemplos, consoante evangelhos. A humildade, um dos valores essenciais da Alma, estimula-nos a examinar as fraquezas enquanto o orgulho, ou sentimento de amor-próprio exagerado, o grande estorvo da elevação espiritual do homem e a razão de suas desventuras, evita observá-las. “Pobreza de espírito”, ou “humildade de espírito”, ou “humildade de coração”, quer dizer: modéstia, simplicidade, pureza, daí, Jesus ter priorizado esse dispositivo. O Evangelho segundo Mateus corrobora nossa afirmativa: “Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que deles é o reino dos céus”... (Mateus, 5:3.) Não foi à toa que o Mestre falou assim logo de início no sermão do monte. Os Espíritos têm frequentemente se assentado, em suas mensagens escritas ou faladas, via mediúnica, nesse primeiro item das promessas de Cristo. Essa redundância está na razão direta da primazia de se ser humilde antes de tudo, mas de coração; não se pode, pois, ser realmente caridoso sem “pobreza”, ou “humildade”, de espírito. O sentimento exagerado de alguns chega ao absurdo de pensar que Deus discrimina o pobre do rico. Para o nosso Pai Eterno, somos todos iguais: não há diferença entre o sangue que corre nas veias de uma rainha e o que corre nas veias de uma simples dona de casa; o organismo físico dos Sumos Pontífices não difere do organismo de ninguém! E por falar em vigários, uma vez, um deles que costumava desmerecer o Espiritismo, os fenômenos espíritas e até criticar Chico Xavier, sempre que oportuno, ao tentar dar uma opinião, durante um programa de grande audiência de uma emissora de TV, falou deste jeito: “Bem, de acordo com a humildade que me caracteriza...” Não preciso dizer que isso motivou ditos chistosos, gracejos, comentários. É tolice a pessoa considerar-se superior por pertencer à alta hierarquia social, achar-se melhor que outras só porque é branca ou negra, ou de outra cor; só porque nasceu nesse ou naquele país, é adepta ou representa essa ou aquela religião, uma seita. Ora, se hoje possuímos alta posição, se pertencemos a essa ou àquela nacionalidade, se a nossa pele é dessa ou daquela cor, se cremos assim ou assado, amanhã poderemos ser completamente diferentes de acordo com as medidas impositivas da Lei de Causa e Efeito. As leis divinas encerram muita sabedoria, Deus nada faz de inútil, daí as reencarnações regeneradoras. Ele, em Sua absoluta sapiência e equidade, planejou o reencontro das mesmas pessoas para que estas adquirissem nova chance de reparos e não alegassem depois, com a troca das anteriores condições, ignorância de tais e tais fatos. A humildade e caridade, segundo o Espírito Lacordaire, é uma virtude muito desprezada entre os homens. Em sua opinião, apresentar-se com uma, e sem a outra, é o mesmo que vestir belo traje de talhe perfeito para ocultar uma deformidade física. Disse: “Sem humildade, apenas vos adornais de virtudes que não possuís”. * Pois é. O significado dessa palavra varia. Existem homens e mulheres que, à primeira vista, nos encantam pela simplicidade: a aparência, a profissão, o cargo que ocupam, enfim, a posição social, econômica. Nas mais das vezes, porém, nada têm a ver com humildes de coração. Outros parecem a doçura em pessoa, humildes no falar; no entanto, se contrariados, mal podem esconder a extremada arrogância, a prepotência. A humildade não possui duas caras, é afável, fraterna. Também podemos incluir como contrastes da verdadeira humildade outros exemplos. Refiro-me a pobres ou miseráveis que mendigam pelas ruas e a alguns ignorantes do saber, mas que são orgulhosos. Todavia, há homens de grandes posses e pessoas que ocupam cargos importantes, alguns dos quais sábios mesmos; a modéstia e o altruísmo que lhes caracterizam envergonhariam a ignorância assoberbada em andrajos ou em vestes limpas, requintadas, se esta os enxergasse pelo altruísmo que praticam sem vanglória, pela simplicidade. Sócrates, filósofo grego, há quinhentos anos antes de Cristo, declarou não saber absolutamente de tudo. Ele, o modelo dos sábios, disse: “Sei que nada sei”. Jesus, símbolo da humildade e bondade, sequer insinuou ser Deus: nunca exigiu mesuras de pretensos sacerdotes Seus em altares floridos, recamados de ouro, ou nos palcos espetaculosos dos megacultos televisivos, tampouco alimentou a vaidade de Se considerar chefe de uma religião ou do que quer que seja. No pretório, questionado por Pilatos — “és rei?” —, respondeu-lhe tranquilamente sem nenhuma insolência: “tu dizes que sou”... (João, 19:37.) Portanto, gente, humildade, força moral por excelência, nivela todos os homens como irmãos e os estimula à prática mútua do bem; orgulho, ao contrário, uma fraqueza: dispersa, odeia, revida e faz o homem sucumbir ante a menor das contrariedades, sentindo-se permanentemente infeliz. Ser humilde é ser corajoso durante os reveses da vida, é perseverar no combate às próprias más tendências, é, portanto, vencer os obstáculos naturais, mas sem revolta, sem violência, perdoando a quem nos ofenda, trabalhando, servindo abnegada e incessantemente — isso é ser humilde conforme Jesus. * Jean-Baptiste-Henri Lacordaire (1802/1861) foi um sacerdote e católico dominicano, membro da Academia Francesa. Veja mensagem sua, ditada em 1863, em Constantina, Argélia, inserida em O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VII, item 11, O orgulho e a humildade I – O Orgulho e a Humildade LACORDAIRE Constantina, 1863 11 – Que a paz do senhor esteja convosco, meus queridos amigos! Venho até vós para encorajar-vos a seguir o bom caminho. Aos pobres de Espíritos que outrora viveram na Terra, Deus concede a missão de vir esclarecer-vos. Bendito seja pela graça que nos dá, de podermos ajudar o vosso adiantamento. Que o Espírito Santo me ilumine, me ajude a tornar compreensível a minha palavra, e me conceda a graça de pô-la ao alcance de todos. Todos vós, encarnados, que estais sob a pena e procurais a luz, que à vontade de Deus venha em minha ajuda, para fazê-la brilhar aos vossos olhos! A humildade é uma virtude bem esquecida, entre vós. Os grandes exemplos que vos foram dados são tão poucos seguidos. E, no entanto, sem humildade, podeis ser caridosos para o vosso próximo? Oh!, não, porque esse sentimento nivela os homens, mostra-lhes que são irmãos, que devem ajudar-se mutuamente, e os encaminha ao bem. Sem a humildade, enfeitai-vos de virtudes que não possuis, como se vestísseis um hábito para ocultar as deformidades do corpo. Lembrai-vos daquele que nos salva; lembrai-vos da sua humildade, que o fez tão grande e o elevou acima de todos os profetas. O orgulho é o terrível adversário da humildade. Se o Cristo prometeu o Reino dos Céus aos mais pobres, foi porque os grandes da Terra imaginavam que os títulos e as riquezas eram a recompensa de seus méritos, e que a sua essência era mais pura que a do pobre. Acreditavam que essas coisas lhes eram devidas, e por isso, quando Deus as retira, acusam-no de injustiça. Oh, irrisão e cegueira! Deus, acaso, estabeleceu entre vós alguma distinção pelos corpos? O invólucro do pobre não é o mesmo do rico? O Criador fez duas espécies de homens? Tudo quanto Deus fez é grande e sábio. Não lhe atribuais as idéias concebidas por vossos cérebros orgulhosos. Oh!, rico! Enquanto dormes em teus aposentos suntuosos, ao abrigo do frio, não sabes quantos milhares de irmãos, iguais a ti, jazem na miséria? O desgraçado faminto não é teu igual? Bem sei que o teu orgulho se revolta com estas palavras. Concordarás em lhe dar uma esmola; nunca, porém, em lhe apertar fraternalmente a mão. Que! exclamarás: Eu, nascido de sangue nobre, um dos grandes da Terra, ser igual a esse miserável estropiado? Vã utopia de pretensos filósofos! Se fôssemos iguais, porque Deus o teria colocado tão baixo e a mim tão alto? É verdade que vossas roupas não são nada iguais, mas, se vos despirdes a ambos, qual a diferença que então haverá entre vós? A nobreza do sangue, dirás. Mas a química não encontrou diferenças entre o sangue do nobre e do plebeu, entre o do senhor e o do escravo. Quem te diz que também não foste miserável como ele? Que não pediste esmolas? Que não a pedirás um dia a esse mesmo que hoje desprezas? As riquezas são por acaso eternas? Não acabam com o corpo, invólucro perecível do Espírito? Oh, debruça-te humildemente sobre ti mesmo! Lança enfim os olhos sobre a realidade das coisas desse mundo, sobre o que constitui a grandeza e a humilhação no outro; pensa que a morte não te poupará mais do que aos outros; que os teus títulos não te preservarão dela; que te pode ferir amanhã, hoje, dentro de uma hora; e se ainda te sepultas no teu orgulho, oh! Então, eu te lamento, porque serás digno de piedade! Orgulhosos! Que fostes, antes de serdes nobres e poderosos? Talvez mais humildes que o último de vossos servos. Curvai, portanto, vossas frontes altivas, que Deus as pode rebaixar, no momento mesmo em que as elevais mais alto. Todos os homens são iguais na balança divina; somente as virtudes os distinguem aos olhos de Deus. Todos os Espíritos são da mesma essência, e todos os corpos foram feitos da mesma massa. Vossos títulos e vossos nomes em nada a modificam; ficam no túmulo; não são eles que dão a felicidade prometida aos eleitos; a caridade e a humildade são os seus títulos de nobreza. Pobre criatura! És mãe, e teus filhos sofrem. Estão com frio. Têm fome. Vais, curvada ao peso da tua cruz, humilhar-te para conseguir um pedaço de pão. Oh, eu me inclino diante de ti! Como és nobre, santa e grande aos meus olhos! Espera e ora: a felicidade ainda não é deste mundo. Aos pobres oprimidos, que nele confiam, Deus concede o Reino dos Céus. E tu, que és moça, pobre filha devotada ao trabalho, entregue às privações, por que esses tristes pensamentos? Por que chorar? Que teus olhos se voltem, piedosos e serenos, para Deus: às aves do céu ele dá o alimento. Confia nele, que não te abandonará. O ruído das festas, dos prazeres mundanos, te faz bater o coração. Querias também enfeitar de flores a fronte e misturar-te aos felizes da Terra, dizes que poderias, como as mulheres que vês passar, estouvadas e alegres, ser rica também. Oh, cala-te, filha! Se soubesses quantas lágrimas e dores sem conta se ocultam sob esses vestidos bordados, quantos suspiros se asfixiam sob o ruído dessa orquestra feliz, preferirias teu humilde retiro e tua pobreza. Conserva-te pura aos olhos de Deus, se não queres que o teu anjo da guarda volte para Ele, escondendo o rosto sob as asas brancas, e te deixe com os teus remorsos, sem guia, sem apoio, neste mundo em que estarias perdida, esperando a punição no outro. E todos vós que sofreis as injustiças dos homens, sede indulgentes para as faltas dos vossos irmãos, lembrando que vós mesmos não estais sem manchas: isso é caridade, mas é também humildade. Se suportais calúnias, curvai a fronte diante da prova. Que vos importam as calúnias do mundo? Se vossa conduta é pura, Deus não pode vos recompensar? Suportar corajosamente as humilhações dos homens, é ser humilde e reconhecer que só Deus é grande e todo-poderoso. Oh!, meu Deus, será preciso que o Cristo volte novamente a Terra, para ensinar aos homens as tuas leis, que eles esquecem? Deverá ele ainda expulsar os vendilhões do templo, que maculam tua casa, esse recinto de orações? E, quem sabe?, oh, homens, se Deus vos concedesse essa graça, se não o renegaríeis de novo, como outrora? Se não o acusaríeis de blasfemo, por vir abater o orgulho dos fariseus modernos? Talvez, mesmo, se não o faríeis seguir de novo o caminho do Gólgota? Quando Moisés subiu ao Monte Sinai, para receber os mandamentos da Lei de Deus, o povo de Israel, entregue a si mesmo, abandonou o verdadeiro Deus. Homens e mulheres entregaram seu ouro, para a fabricação de um ídolo que abandonaram. Homens civilizados fazeis, entretanto, como eles. O Cristo vos deixou a sua doutrina, vos deu o exemplo de todas as virtudes, mas abandonastes exemplos e preceitos. Cada um de vós, carregando as suas paixões, fabricou um deus de acordo com a sua vontade: para uns terrível e sanguinário; para outros, indiferente aos interesses do mundo. O deus que fizestes é ainda o bezerro de ouro, que cada qual apropria aos seus gostos e às suas idéias. Despertai, meus irmãos, meus amigos! Que a voz dos Espíritos vos toque o coração. Sede generosos e caridosos, sem ostentação. Quer dizer: fazei o bem com humildade. Que cada um vá demolindo aos poucos os altares elevados ao orgulho. Numa palavra: sede verdadeiros cristãos, e atingireis o reino da verdade. Não duvideis mais da bondade de Deus, agora que Ele vos envia tantas provas. Viemos preparar o caminho para o cumprimento das profecias. Quando o Senhor vos der uma manifestação mais esplendente da sua clemência, que o enviado celeste vos encontre reunidos numa grande família; que os vossos corações, brandos e humildes, sejam dignos de receber a palavra divina que Ele vos trará; que o eleito não encontre em seu caminho senão as palmas dispostas pelo vosso retorno ao bem, à caridade, à fraternidade; e então o vosso mundo se tornará um paraíso terreno. Mas se permanecerdes insensíveis à voz dos Espíritos, enviados para purificar e renovar as vossas sociedades civilizadas, ricas em conhecimentos e não obstante tão pobre de bons sentimentos, ah! nada mais nos restarás do que chorar e gemer pela vossa sorte. Mas, não, assim não acontecerá. Voltai-vos para Deus, vosso pai, e então nós todos, que trabalhamos para o cumprimento da sua vontade, entoaremos o cântico de agradecimento ao Senhor, por sua inesgotável bondade, e para o glorificar por todos os séculos. Assim seja. * ADOLFO Bispo de Alger, Marmande, 1862 12 – Homens, por que lamentais as calamidades que vós mesmos amontoastes sobre a vossa cabeça? Desprezastes a santa e divina moral do Cristo; não vos admireis de que a taça da iniqüidade tenha transbordado por toda parte. O mal-estar se torna geral. A quem se deve, senão a vós mesmos, que incessantemente procurais aniquilar-vos uns aos outros? Não podeis ser felizes, sem mútua benevolência, e como poderá esta existir juntamente com o orgulho? O orgulho, eis a fonte de todos os vossos males. Dedicai-vos, pois, à tarefa de destruí-lo, se não quiserdes perpetuar as suas funestas conseqüências. Um só meio tendes para isso, mas infalível: tomai a lei do Cristo por regra invariável de vossa conduta, essa lei que haveis rejeitado ou falseado na sua interpretação. Por que tendes em tão grande estima o que brilha e encanta os vossos olhos, em lugar do que vos toca o coração? Por que o vício que se desenvolve na opulência é o objeto da vossa reverência, enquanto só tendes um olhar de desdém para o verdadeiro mérito, que se oculta na obscuridade? Que um rico libertino, perdido de corpo e alma, se apresente em qualquer lugar, e todas as portas lhe são abertas, todas as honras lhe são dispensadas, enquanto dificilmente se concede um gesto de proteção ao homem de bem que vive do seu trabalho. Quando a consideração que se dispensa às pessoas é medida pelo peso do ouro que elas possuem, ou pelo nome que trazem, que interesse podem ter elas em se corrigem de seu defeito? Bem diferente seria, entretanto, se o vício doirado fosse fustigado pela opinião pública, como o é o vício andrajoso. Mas o orgulho é indulgente para tudo quanto o agrada. Século de concupiscência e de dinheiro, dizeis vós. Sem dúvida; mas por que deixastes as necessidades materiais se sobreporem ao bom-senso e à razão? Por que cada qual deseja se elevar sobre o seu irmão? Agora, a sociedade sofre as conseqüências. Não esqueçais que um tal estado de coisa é sempre o sinal da decadência moral. Quando o orgulho atinge o seu extremo, é indício de uma próxima queda, pois Deus pune sempre os soberbos. Se às vezes os deixa subir, é para lhes dar tempo de refletir e de emendar-se, sob os golpes que, de tempos a tempos, desfere no seu orgulho como advertência. Entretanto, em vez de se humilharem, eles se revoltam. Então, quando a medida está cheia. Ele a vira de repente, e a queda é tanto mais terrível, quanto mais alto tiverem se elevado. Pobre raça humana, cujos caminhos foram todos corrompidos pelo egoísmo, reanimai-te, apesar disso! Na sua infinita misericórdia, Deus envia um poderoso remédio aos teus males, um socorro inesperado à tua aflição. Abre os olhos à luz: eis que as almas dos que se foram estão de volta, para te recordar os verdadeiros deveres. Elas te dirão, com a autoridade da experiência, quanto às vaidades e as grandezas da vossa passageira existência são pequeninas, diante da eternidade. Dirão deste mundo; que nesta, será maior o que foi menor entre os pequenos deste mundo; que o que mais amou os seus irmãos será o mais amado no céu; que os poderosos da Terra, se abusaram da autoridade, serão obrigados a obedecer aos seus servos; que a caridade e a humildade, enfim, essas duas irmãs que se dão às mãos, são os títulos mais eficazes para obter-se a graça diante do Eterno.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Diferenças Mediúnicas entre Umbanda e Kardecismo

No livro “Lições de Umbanda e Quimbanda na Palavra de Um Preto-Velho” – W. W. da Matta e Silva, há um relato de Pai Ernesto de Moçambique sobre a diferença entre a mediunidade da “mesa kardecista” e a mediunidade de Umbanda : “Pergunta : Existe alguma diferença entre a mediunidade da mesa kardecista e a mediunidade de Umbanda? Resposta : “Sim! A mediunidade no chamado espiritismo de mesa é acentuadamente mental, as comunicações são quase telepáticas, predominantemente inspirativas, isto e’, os espíritos atuam mais sobre a mente dos médiuns, pois a atividade do espiritismo se processa mais no plano mental. Espiritismo de mesa não tem a missão de atuar no baixo astral contra os elementos de magia negra, como acontece com a Umbanda. Ele é quase exclusivamente doutrinário, mostrando aos homens o caminho a ser seguido a fim de se elevarem verticalmente a Deus. Sua doutrina fundamenta-se principalmente na reencarnação e na Lei da Causa e do Efeito. Abre a porta, mostra o caminho iluminado e aconselha o homem a percorre-lo a fim de alcançar a sua libertação dos renascimentos dolorosos em mundos de sofrimentos, como é o nosso atualmente, candidatando-se à vivência em mundos melhores. Em virtude disso, a defesa do médium kardecista reside quase exclusivamente na sua conduta moral e elevação dos sentimentos, portanto os espíritos da mesa kardecista, após cumprirem suas tarefas benfeitoras, devem atender outras obrigações inadiáveis. É da tradição espirita kardecista que os espíritos manifestem-se pelo pensamento, cabendo aos médiuns transmitirem as idéia com o seu próprio vocabulário e não as configurações dos espíritos comunicantes. Em face do habitual cerceamento mediúnico junto às mesas kardecistas, os espíritos tem de se limitar ao intercâmbio mais mental e menos fenomênico, isto é, mais idéias e menos personalidade. Qualquer coação ou advertência contraria no exercício da mediunidade reduz-lhe a passividade mediúnica e desperta a condição anímica. Por esta razão há muito animismo na corrente kardecista. A faculdade mediúnica do médium ou cavalo de Umbanda é muito diferente da do médium kardecista, considerando-se que um dos principais trabalhos da Umbanda é atuar no baixo astral, submundo das energias degradantes e fonte primaria da vida. Os médiuns de Umbanda lidam com toda a sorte de tropeços, ciladas, mistificações, magias e demandas contra espíritos sumamente poderosos e cruéis, que manipulam as forcas ocultas negativas com sabedoria. Em conseqüência o seu desenvolvimento obedece a uma técnica especifica diferente da dos médiuns kardecistas. Para se resguardar das vibrações e ataques das chamadas falanges negras, ele tem de valer-se dos elementos da natureza, como seja: banhos de ervas, perfumes, defumações, oferendas nos diversos reinos da natureza, fonte original dos Orixás ,Guias e Protetores, como meios de defesa e limpeza da aura física e psíquica, para poder estar em condições de desempenhar a sua tarefa, sem embargo da indispensável proteção dos seus Guias e Protetores espirituais, em virtude de participarem de trabalhos mediúnicos que ferem profundamente a ação dos espíritos das falanges negras, isto e’, do mal que os perseguem, sempre procurando tirar uma desforra. Por isso a proteção dos filhos de Terreiro é constituída por verdadeiras tropas de choque comandadas pelos experimentados Orixás, conhecedores das manhas e astucias dos magos negros. Sua atuação é permanente na crosta da Terra e vigiam atentamente os médiuns contra investidas adversas, certos de que ainda é muito precária a defesa guarnecida pela evocação de pensamentos ou de conduta moral superior, ainda bastante rara entre as melhores criaturas. Os Chefes de Legião, Falanges, Sub-falanges, Grupamentos e Protetores, também assumem pesados deveres e responsabilidade de segurança e proteção de seus médiuns. É um compromisso de serviço de fidelidade mutua, porem, de maior responsabilidades dos Chefes de Terreiro. Dai as descargas fluídicas que se processam nos Terreiros, após certos trabalhos, com a colaboração das falanges do mar e da cachoeira, defumação dos médiuns e do ambiente e dando de beber a todos água fluidificada. Espirito que encarna com o compromisso de mediunidade de Umbanda, recebe no espaço, na preparação de sua reencarnação, nos seus plexos nervosos ou chacras, um acréscimo de energia vital eletromagnética necessária para que ele possa suportar a pesada tarefa que irá desempenhar. Na corrente kardecista, isto não é necessário, em virtude de não ter de enfrentar trabalhos de magia negra, como acontece na Umbanda, e mesmo permitir aos guias atuarem-lhe mais fortemente nas regiões dos plexos, assumindo o domínio do corpo físico e plastificando suas principais características. Enato vemos caboclos e pretos-velhos revelarem-se nos Terreiros com linguagem deturpada para melhor compreensão da massa humilde, assim como as crianças, encarnando suas maneiras infantis para melhor aceitação das mesmas. “

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Um texto bom sobre teologia da prosperidade

E se a Teologia da Prosperidade se convertesse ao Espiritismo? Estava conversando despretensiosamente com o companheiro @valoresdoalto (editor do blog Valores do Alto) pelo twitter e surgiu uma conversa engraçada – mas que tem sérias implicações. Eu ri, confesso, e achei a possibilidade tão sui generis que resolvi escrever um post sobre o assunto. Tudo começou quando uma apresentadora de TV da Globo criou um quadro em seu programa falando sobe médiuns, espíritas kardecistas e como eles vivem e fazem seu trabalho religioso. Bem, nem eu nem você que somos cristãos concordamos com o pressupostos doutrinários dessa religião, a começar porque eles não consideram Jesus como Deus. Só isso já bastaria. Mas temos de admitir: no que tange à questão de dinheiro, eles dão de dez em nós, cristãos evangélicos. A própria essência do espiritismo leva os médiuns a fazer o que fazem sem levar em conta as questões financeiras e a dispensar as riquezas obtidas por meio de suas “obras mediúnicas”. Pelo contrário: levam a questão da caridade mil vezes mais a sério do que nós, o “dar mais do que receber” para eles é essencial, visto que acreditam que a caridade é o que há de mais importante para sua evolução espiritual. Então, por mais que consideremos o espiritismo uma doutrina de demônios, temos de admitir que os “grandes médiuns” (pelo menos até onde saibamos) não buscam a riqueza como finalidade de suas atividades. Foi quando eu e @valoresdoalto especulamos como seria se os grandes pregadores da Teologia da Prosperidade se convertessem ao espiritismo. Para começar, programas de TV e até emissoras teriam de fechar ou mudar radicalmente seu conteúdo. Pois em vez de pedir, pedir, pedir, vender, vender, vender, esses tais começariam a dar. Meu Deus, que revolução isso provocaria na Igreja evangélica brasileira! Campanhas seriam lançadas para alimentar os pobres em vez de comprar jatinhos, livros inúteis de autoajuda gospel deixariam de ser publicados para a publicação de obras que falassem sobre “dar sem esperar nada em troca”. Seria surreal de ver. A cara da “igreja evangélica” mais visível na mídia mudaria radicalmente. Tá me entendendo, sim ou não? http://links.lomadee.com/ls/ZER1fjs4VktWYXpFTzszNDUwNTUyOTswOzEzNTszMzg0NjI2MDs7QlI7MTs7MA--.html?kw=espiritismo Um pouco de conhecimento Aliás, não sei se você sabe, mas na verdade a Teologia da Prosperidade teria tudo para ser muito mais ligada às religiões não-cristãs do que ao Cristianismo. Simplesmente porque suas raízes estão na Nova Era. Você sabe como surgiu a Teologia da Prosperidade que hoje em dia é tão divulgada por certas denominações, por telepastores, telemissionários e empresários da fé que se chamam de “pastores”? Vou te contar. Para tanto, uso como base estudo feito pelo respeitado Pastor Elinaldo Renovato de Lima, da Assembleia de Deus de Parnamirim e escritor de comentários e lições bíblicas – citando outros autores em seu artigo, publicado em detalhes AQUI, mas vou procurar resumir ao máximo. Tudo começou com uma mulher chamada Mary Baker Eddy (foto à esquerda), fundadora do movimento herético de Nova Era chamado Ciência Cristã, que afirma que “a matéria e a doença não existem e que tudo depende da nossa mente”. Foi quando, nas décadas de 1930 e 1940, um pastor chamado Essek William Kenyon (foto à direita) passou a admirar os ensinamentos heréticos de Mary Baker Eddy, sabe-se lá por quê. Depois de pastorear igrejas batistas, metodistas e pentecostais, terminou sem ligar-se a qualquer igreja. Ele acabou fazendo uma grande salada religiosa, em que misturava as heresias de movimentos não-cristãos (como Ciência da Mente, Ciência Cristã e Novo Pensamento) com partes do Cristianismo, tornando-se assim pai do chamado “Movimento da Fé”. Exatamente da mesma maneira que há pouco tempo o livro herético “O Segredo” ensinava, todas essas religiões afirmavam que, graças ao poder da mente, “tudo o que você pensar e disser se transformará em realidade”. Até aí os pensamentos de Kenyon não passavam de uma grande inutilidade que não influenciava e atrapalhava quase ninguém e que seria imediatamente repudiado por qualquer cristão, até os que estivessem em início de caminhada de fé – tamanhos os absurdos que propunha. Só que… é quando entra na história o homem que mudou isso: Kenneth Hagin. Kenneth Hagin (foto à direita) conseguiu dar uma maquiagem cristã convincente às ideias satânicas de Kenyon. Discípulo dele, nasceu em 1918, nos Estados Unidos. Depois de ter sofrido com muitas doenças e de ter sido muito pobre, diz que se converteu “após ter ido três vezes ao inferno”. Aos 16 anos Kenneth Hagin afirmou ter recebido uma revelação de Mc 11.23,24, e aí descobriu “que tudo se pode obter de Deus, desde que confesse em voz alta, nunca duvidando da obtenção da resposta, mesmo que as evidências indiquem o contrário”. Pronto. Com isso ele inventou a heresia da “Confissão Positiva” – aquela coisa de “eu declaro isso em nome de Jesus”, “eu tomo posse daquilo em nome de Jesus”, “eu decreto isso em nome de Jesus” etc que até hoje é um modismo disseminado como um câncer entre grande parte da Igreja. O próximo ensinamento que Hagin herdou de Kenyon, que por sua vez herdou das religiões de Nova Era, é o das “promessas da doutrina da prosperidade”. Segundo essa doutrina, o cristão tem direito a saúde e riqueza, o que tornaria doença e pobreza “maldições da lei”. Usando Gl 3.13,14, Kenneth Hagin diz que fomos libertos da maldição da lei, que seriam: pobreza, doença e morte espiritual. Ele tomou emprestadas as maldições de Dt 28 contra os israelitas que pecassem. Citando Pr. Elinaldo, “Hagin diz que os cristão sofrem doenças por causa da lei de Moisés”. Depois que inventou seus absurdos, Hagin foi pastor de uma igreja batista, depois ligou-se à Assembleia de Deus, passou por várias igrejas pentecostais, e, como era de se esperar, fundou sua própria organização, o Instituto Bíblico Rhema. Uma curiosidade é que o inventor da Teologia da Prosperidade foi inclusive acusado de plágio, por ter escrito livros com total semelhança aos de seu mentor, Essek Kenyon. Sua explicação? “Não é plágio, recebi diretamente de Deus”. Tá me entendendo, sim ou não? Pois é. Aí Kenneth Hagin começou a escrever um monte de livros, onde afirma, entre outras coisas, que “recebe revelações diretamente do Senhor” (Hagin, Compreendendo a Unção, p. 7). E esse lixo teológico passou a ser devorado por legiões de pessoas de limitado conhecimento bíblico, que começaram a propagar a Teologia da Prosperidade. Como seus argumentos trazem soluções imediatas aos problemas da vida, foi fácil arrebanhar multidões. Mas, se você analisar bem, a Confissão Positiva e a Teologia da Prosperidade tentam com suas práticas fazer Deus de escravo – afinal, por esse pensamnto, se as pessoas “declaram pela fé”, “decretam em nome de Jesus” e coisa que o valha, o Onipotente e Soberano Criador do Universo não tem o que fazer a não ser obedecer suas criaturas como uma vaquinha de presépio. Fim de papo Bem, essa é a origem – de Nova Era, satânica, demoníaca, mentirosa, herética etc etc etc – da Teologia da Prosperidade. E, agora que você descobriu isso, caso já não soubesse, voltemos ao início do nosso texto. Imagine os teólogos da prosperidade se convertendo ao espiritismo, passando a acreditar em “dar é melhor que receber”, que é pela caridade que se evolui e outros pressupostos do kardecismo (e que fique claro que não estou defendendo essa religião, apenas constatando aquilo que ela advoga). As manhãs de sábado ficariam sem muitos programas de TV, emissoras de TV e rádio fechariam, do mesmo modo que milhares de igrejas que juram que você vai parar de sofrer se der ofertas em campanhas malucas… Tudo isso sumiria de repente. E, quem sabe, a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo sofreria assim uma purificação e voltaria a entender que o Reino de Jesus não é deste mundo e que riqueza material não quer dizer absolutamente nada com relação à eternidade. Ou, outra coisa que poderia acontecer, é o que meu colega @valoresdoalto disse: “Se eles [os teólogos da prosperidade] se convertessem ao kardecismo rapidinho ia mudar a mentalidade deles [os espíritas]… kkk… iriam achar um desaforo um médium de Deus ser pobre”. É, é bem possível. Oremos para que os teólogos da prosperidade não se convertam a qualquer outra religião que não seja o Cristianismo puro e simples. Não, queridos pastores que “decretam” e “declaram” e irmãos que “tomam posse pela fé” de carros, empregos, casamentos e outras coisas da esfera material, nós não queremos que vocês se tornem espíritas. Mas eu, pelo menos, ficaria muito feliz se vocês se convertessem de fato aos ensinamentos de Jesus de Nazaré. Tá me entendendo, sim ou não? Paz a todos vocês que estão em Cristo. . Sobre estes anúncios

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O que é canalizaçao espiritual

Você pode incluir o player da Rádio em seu blog , clique aqui e veja como Música: Journey of Healing - Nathan Vann Walton O QUE É A CANALIZAÇÃO ESPIRITUAL? É um processo de comunicação energético-espiritual consciente com seres que vivem e evoluem em outros planos, mundos e universos multidimensionais. Entre alma e a mente-cérebro-coração existe um canal principal chamado pelo esoterismo oriental de antakarana, que é como uma ponte entre planos, mundos e dimensões diferentes. Quando corretamente desenvolvido, e existindo uma espiritualização do ser humano, o canal mental e o chakra cardíaco se abrem e através deles são recebidos os ensinamentos e mensagens de sabedoria dos Seres de Luz. Todos temos múltiplos canais psíquicos, mentais, telepáticos,intuitivos, etc. e muitos deles estão em estado latente e necessitam de desenvolvimento. Ao longo dos tempos estas potencialidades foram rotuladas de várias formas, tais como: faculdades superiores ou espirituais, dons, poderes, canais, sentidos ocultos, etc.Nos nossos dias, o termo canalização está mais em uso e serve para designar aquelas pessoas que têm um ou mais canais desenvolvidos, de modo parcial ou total, e que se comunicam conscientemente com seres que vivem e evoluem em outros planos e mundos dimensionais, tendo absoluto controle de sua mente e de sua vontade. Não se trata de mediunidade. A canalização é sempre consciente e existe no momento da comunicação uma expansão da consciência, do sentimento, da mente e da vontade. Um verdadeiro canal deve ser uma pessoa espiritualizada, com ideais superiores de vida e de serviço aos Mestres e à Humanidade. A telepatia intuitiva é um dos canais espirituais do ser humano que vem se desenvolvendo, gradualmente, naqueles que buscam uma espiritualidade maior e mais abrangente, que não ficam confinados a livros, teorias e posturas dogmáticas, mas buscam verdadeiramente o Caminho da Luz, com pureza de sentimentos e com consciência.Estes almejam a expansão de sua sensibilidade,dos seus sentimentos, da consciência, da mente e da alma, assim como, uma unificação entre o eu inferior e o eu superior. Esta expansão é fundamental em qualquer processo de desenvolvimento e ampliação dos sentidos físicos que estão sintonizados para captar as faixas vibratórias horizontais (visão, audição, olfato, paladar e tato), os nossos tão conhecidos cinco sentidos, através dos quais as informações do mundo externo nos chegam à consciência física. Desenvolvendo-os, expandindo-os, podemos captar as faixas vibratórias verticais, que são as que nos sintonizam com outras dimensões e nos levam ao universo fantástico de nossas almas de uma forma consciente. Segundo a ciência oficial, no espectro eletromagnético, e dentro de uma tão vasta escala de freqüências e comprimentos de ondas, a visão humana ocupa uma minúscula faixa. Existe uma grande necessidade de ampliarmos essa faixa de visão, irmos muito além do estágio atual para conseguirmos enxergar em outros mundos e planos dimensionais. Disse o Mestre Djwhal Khul, o Tibetano, através da Alice A. Bailey disse: “O trabalho telepático de alma para alma para a humanidade, esse é o tipo mais elevado de trabalho possível. Quando o homem, como alma, começa a responder a outras almas e a seus impactos e impressões, então rapidamente se torna pronto para o processo que a conduz à iniciação ...esta forma de comunicação, tem sido responsável por todos os escritos inspirados de real poder, pelas Escrituras do mundo, pelas elocuções iluminadas, pelos discursos inspirados, e pela linguagem do simbolismo. Isto só é possível quando existe uma personalidade integrada e, ao mesmo tempo, haja o poder de focalizar a si mesmo na consciência da alma. A mente e o cérebro devem, simultaneamente, ser colocados em perfeita relação e alinhamento.” Através da canalização, os Seres que trabalham para a Luz Divina comunicam-se ou unem-se com a alma do canal, que por sua vez através do antakarana, transmite a mensagem para o chakra coronário (glândula pineal). Este passa os impulsos energéticos inteligentes para o hemisfério cerebral direito, que os envia para o hemisfério esquerdo, onde está a linguagem falada e escrita do canal e por meio da qual a mensagem é descodificada na língua pátria que o canal tenha armazenado na memória cerebral. Simultaneamente, o chakra cardíaco recebe as vibrações rítmicas dos sentimentos amorosos do Ser que se está comunicando. Os Mestres também podem se utilizar de outros canais conscientes que o ser humano tenha desenvolvido ou que esteja em processo de desenvolvimento como, por exemplo, a telepatia intuitiva. Tudo isto, depende de muita prática, treino, discernimento, um correto desenvolvimento espiritual, grande entrega e transformação interior. O verdadeiro canal é um servidor voluntário dos Mestres de Luz ou Ascensionados e da Grande Fraternidade Branca, também conhecida como Hierarquia Oculta ou Governo Oculto do Mundo, por isso trabalha em favor da evolução da humanidade e do planeta. Todas as mensagens ou ensinamentos espirituais canalizados, sejam eles telepáticos, diretos, escritos ou gravados, devem ser lidos ou ouvidos com o coração, com o chakra cardíaco, e não com a mente racional, que sempre procura classificar, comparar e interpretar, correndo o grande risco de distorcer a sua correta interpretação. Os cinco sentidos humanos não conseguem ainda captar corretamente aquilo que vem de uma dimensão, plano ou mundo muito acima da terceira dimensão ou mundo material. Quando um dos canais inicia sua abertura é preciso muito trabalho para se chegar àquilo que os Mestres chamam de: “um canal cem por centro”. O que isto quer dizer? Trata-se do discípulo que não interfere em nada na mensagem ou nos ensinamentos que lhe são transmitidos, passa tudo fielmente, uma vez que sua personalidade encontra-se melhor sintonizada à alma, proporcionando um maior equilíbrio interno. Dizemos também que, neste caso, o discípulo está em unidade com a alma e que tem uma correta compreensão das suas tarefas e missões espirituais. Uma grande maioria daqueles que hoje se comunicam por estes meios com os Mestres estão em processo de desenvolvimento dos seus canais, ainda não atingiram o ponto ideal, seus canais estão parcialmente abertos, ou seja, facilmente ocorre a interferência, nas mensagens ou ensinamentos, do inconsciente ou do arsenal de conhecimentos que estão registrados no cérebro, ou, o que é mais comum, da personalidade daqueles que estão canalizando. Por isso, alertamos e aconselhamos muito trabalho na sublimação e transformação internas, o importante é não desanimar nem dar ouvidos a vozes que só geram confusão e que nada contribuem para ajudar e esclarecer. Todo autêntico discípulo sabe que deve persistir no seu aperfeiçoamento e dedicar-se inteiramente aos objetivos de sua alma e de seu espírito. Todos aqueles que estão no caminho da luz sabem que ele é infinito e que, por isso, sempre haverá muito para aprender, transformar, transmutar e renovar. Quando um canal ainda está nessa fase onde a personalidade ou a mente interferem nas mensagens que recebe deve buscar a ajuda do Mestre para limpar as mensagens, retirando tudo aquilo que resultou da interferência da personalidade, e aproveitar as “pérolas de sabedoria” trazidas pelo Mestre (ou pelos Mestres) à sua alma. Muitos Guias e Mentores de Alto Nível são discípulos avançados dos Mestres de Luz que se encontram no Mundo Astral servindo a Obra Divina, do mesmo modo como existem discípulos avançados e Mestres atualmente encarnados em várias partes do mundo, implantando no mundo físico o Grande Plano Divina para a Terra. Na Era Aquariana a comunicação espiritual será muito diferente do que foi conhecido no passado. Este novo processo está sendo chamado de canalização espiritual ou channeling para se distinguir do processo da mediunidade. E qualquer ser espiritualizado, quer esteja no mundo físico, astral, mental, búdico ou em qualquer dimensão, utilizará este processo de uma forma consciente, controlado pela vontade, mente, consciência e sentimento. No processo mediúnico de incorporação a entidade, que se encontra no mundo astral, se utiliza dos corpo astral e do corpo físico do médium, que por causa disto pode perder a consciência e a vontade, parcial ou totalmente. Na canalização espiritual, o ser que se encontra no mundo mental ou búdico, (ambos estão acima do mundo astral) e que está transmitindo as mensagens ou os ensinamentos através dos canais conscientes não incorpora, não limita a consciência, não impõe nada e só expõe. Ambos, atingem uma união ou fusão onde as duas almas, simultaneamente, utilizam-se dos mesmos instrumentos, ou seja, os três veículos: mental, astral e físico. Neste processo o canal está completamente consciente, podendo parar quando quiser e canalizar onde quiser. É o canal que controla o processo e não o Mestre ou algum outro ser externo a si. Contudo, existem médiuns que estão assim classificados mas já são canais conscientes, utilizando-se da canalização espiritual. Os dois processos são bem distintos na sua manifestação. Sobre a canalização consciente os Seres de Luz ensinam que: “Eles estabelecem contato com a alma e suas informações fluem então através desta última para a consciência, traduzidas através das palavras e conceitos que cada um tem disponível. Existem infinidades de maneiras pelas quais Eles podem transmitir informações para a alma.” “Na canalização consciente Eles gravam na mente a mensagem por meio do que pode ser chamado também de telepatia. Alguns fazem transmissões através do emprego de uma forma de telepatia superior”6 , que se dá através do canal mental antakarana. “À medida em que cada um se desenvolve e passa a compreender mais coisas, Eles podem transmitir mensagens mais complexas ou mensagens com alcance mais amplo. As informações que cada um recebe a respeito de um tema em determinado estágio do seu crescimento serão geralmente expandidas, esclarecidas e modificadas no decorrer do desenvolvimento espiritual. É por isso que é tão importante registrar e reler o que foi canalizado”.

Da incorporação à canalização

Da incorporação à canalização :: Maria Guida :: Este artigo responde à pergunta que alguns dos freqüentadores fazem a respeito da objeção que os Mestres costumam fazer à prática da mediunidade, e à comunicação com os mortos. Tentarei explicar, como me foi revelado que seja e sem nenhuma pretensão de afirmar que assim seja de fato. Apenas relato o que vejo e sinto como me parece ser, ou mesmo, como meus instrutores freqüentemente me mostram que é. Desde sempre, o Todo Existente, que nós chamamos de Universo, se origina e constantemente continua a se manifestar na ininterrupta afirmação de que É o Que É. Nesse seu eterno manifestar-se e afirmar-se a si mesmo, o Incriado Ser Supremo se desdobra em dimensões ou planos, com diferentes graus de densidade e repletos de seres individualizados. Para facilitar a compreensão sobre a maneira de como essas dimensões coexistem, muitos Mestres e Instrutores as dividiram em camadas ou planos, e as classificaram, tendo como critério a sua densidade. Se entendermos densidade como maior ou menor concentração de partículas atômicas num mesmo espaço, os planos mais densos são aqueles onde a matéria é mais sólida, mais palpável, mais visível. Da mesma forma, se classificarmos esses planos tendo o mais denso como primeiro, e os demais sucedendo-o, o último plano será aquele onde o próprio Incriado permanece, sem qualquer sinal de manifestação. Se, para fins didáticos, Mestres e Instrutores se referem às dimensões ou planos, classificando-os conforme a sua densidade, isso não significa, de nenhuma maneira, um juízo de valor. A Lei, a única Lei, a Lei que rege o Universo declara que o que está no alto é como o que está embaixo. Que não há seres bons ou maus e sim diferentes graus de consciência. Quando desperta para a realidade de que nada mais é que uma individualização de uma mesma e única energia, e que tem como finalidade tornar-se cada vez mais consciente de que é o que é, o ser humano começa a perceber as outras dimensões ou planos e forçosamente descobre-se capaz de se comunicar com elas. Bem diferente do que imaginamos, essas dimensões ou planos, não estão dispostos em camadas, como uma lasanha, ou uma cebola. As dimensões se sobrepõem e se interpenetram, conforme a menor ou maior afinidade de vibração dos seres que nelas se encontram. E é só por causa disso que os humanos despertos para a realidade do espírito passam a percebê-las. Ocorre que a dimensão que mais se aproxima da nossa por sua vibração, é exatamente a dimensão onde se encontram aqueles que passaram recentemente pelo fenômeno da morte, ou ainda os seres e espíritos que pelos seus hábitos, pensamentos e sentimentos, apesar de terem se tornado mais sutis, continuam identificados com a densidade. Sabemos que a natureza e o aspecto do caminho varia de discípulo para discípulo, de acordo com sua natureza de manifestação, ou seja, de acordo com aquelas qualidades que a Divindade decidiu manifestar em cada um. O espiritismo é um dos aspectos da senda que reúne aqueles que, despertos, se identificaram com a vibração de densidade mais próxima, quase imediata. A mediunidade é uma troca de energia que permite a comunicação entre esses planos. E como troca de energia, algo de um plano sempre permanece no outro. Na incorporação, o ser que utiliza a estrutura física, emocional e racional do médium, deixa nela algo de si, e leva consigo algo dele. É uma lei. Ela funciona para toda e qualquer troca de energia, em qualquer parte do universo visível ou invisível. Por isso, quanto mais inconsciente e perturbado estiver o espírito que incorpora, mais desequilibrado ficará o campo do médium que permitiu a incorporação. Os rituais de purificação nada mais são do que processos de realinhamento das energias, restabelecendo, dentro das possibilidades cármicas de cada um, o equilíbrio, depois das trocas de energia. Por isso lavar as mãos antes de comer, por isso tomar banho antes e depois das relações sexuais, por isso tirar os sapatos antes de entrar em casa... Quando os Mestres nos incitam a não trocar energia com os planos mais densos, eles estão nos pedindo para refletir a respeito das trocas de energia e considerar todos os aspectos envolvidos nessa troca. Eles nos pedem que, ao invés de nos retermos no relacionamento com esses planos, despendendo tempo e energia socorrendo nossos irmãos aflitos, busquemos aqueles que, nos planos mais sutis, podem, com mais habilidade e menos desgaste, auxiliá-los. Cada um dos seres que padece nos umbrais pode ser resgatado, sem que para isso tenhamos que emprestar a eles nossos corpos, e nos arriscarmos nos meandros de uma dimensão que não conhecemos bem. É como, ao ouvir o pedido de socorro de alguém que está se afogando, ao invés de nos atirarmos às águas revoltas, buscássemos a eficaz ajuda de um salva-vidas, alguém que conhece os perigos do mar e que domina todas as manobras possíveis de resgate. Ao nos alertar para os perigos da comunicação com os mortos e com as dimensões mais densas, nossos Mestres e Instrutores não estão relegando aqueles que nelas militam, labutam e padecem, ao abandono. Eles estão solicitando que apuremos nossos canais, para contatar os planos mais sutis, e encaminhar para eles nossos pedidos de socorro. Quando conseguimos sintonizar nosso Eu Superior, que habita dimensões bem menos densas, podemos contar com o seu discernimento, e temos a nosso serviço e de todo o Universo, aquela parte de nós que vive fora do tempo e do espaço, que está consciente de sua relação com o Todo, e que pode, por sua vez, acessar seres que estão em dimensões ainda mais sutis, e a elas pedir auxilio e socorro. A ajuda vinda dessas dimensões, flui através de nós e como um raio e atinge todos aqueles a quem desejamos ajudar. Quando operamos dessa forma e nos comunicamos com esses planos mais sutis e deles recebemos mensagens, a troca de energia torna-se também mais sutil e conta com o Eu Superior como mediador. Toda a energia densa que flui de nós para os planos mais sutis é filtrada pelo Eu Superior. A esse processo chamamos canalização. A diferença entre a mediunidade e a canalização está na qualidade da troca de energia. A mesma lei que rege as trocas de energias entre os seres humanos encarnados rege também as trocas entre as dimensões. Assim, quanto mais básicos são os chacras ativados pela comunicação, mais densos são os planos com os quais estamos nos comunicando. Por isso é que enquanto as incorporações mediúnicas mobilizam o plexo, a nuca e o chacra laríngeo, as trocas entre os planos mentais mobilizam o terceiro olho e as comunicações com o Eu Superior aceleram a atividade do chacra cardíaco. Os contatos com os planos mais sutis só podem ocorrer com a utilização do chacra coronário. Quando nossos Mestres e Instrutores solicitam que nos dediquemos à pratica da meditação, eles estão nos incitando a estabelecer comunicação com as energias mais sutis de forma a integrarmos ao mundo da matéria aquelas partes de nós que operam fora da materialidade, dotando-as de capacidades adicionais. Através da canalização, essas capacidades podem operar no mundo físico, ampliando a consciência de tudo aquilo que nos cerca, nos toca e troca energia conosco, incluindo os planos onde se encontram os desencarnados. Através de nós, a vibração acelerada dos planos menos densos atinge a matéria, aumentando o nosso nível de consciência e de tudo o que está ao nosso redor, para que cada partícula de matéria que nos forma e compõe o nosso mundo possa manifestar de maneira cada vez mais intensa a única realidade. A de que Somos Todos Um.

Malandro Miguel

Historia da vida, morte e reencarnação do Malandro Miguel (ou Miguelzinho) Camisa Preta, acompanhado de uma Oração e Música em sua homenagem. Miguel Camisa Preta é uma entidade nova da linha dos malandros. Em vida, era um boêmio das noites cariocas e um amante da escola de samba Portela que não dispensava nenhuma "preta", como ele próprio dizia. Grande parte de sua vida se passou em Madureira. Esteve muitas vezes em rodas de samba de raiz do Cacique de Ramos; mais um lugar preferido para as noites de carteado, fora a favela do jacaré. Na Lapa, foi dono das mais belas prostitutas. Uma delas, aliás, chamada de Mary do Miguelzinho, com a qual ninguém mexia ou desrespeitava. Mas, longe de ser violento, era respeitado por todos os malandros e freqüentadores da Lapa por seu elevadíssimo carisma e cuidado com as suas prostitutas. Era ainda famoso por suas pernadas capoeiristas sempre bem certeiras e pelas músicas seresteiras que aludiam à sua paixão pela loura francesa, uma prostituta que trabalhava nos bares da Lapa para Madame Satã. Frequentava as sinucas da Lapa, em especial o Bar Ponto Azul, tomando café-com-leite com calma antes de fechar o jogo, da bola vermelha à preta. Gostava também de comer um feijão pingado com corvina frita. Camisa Preta viveu até seus 44 anos, teve um filho e também uma esposa, além de várias amantes. Era muito requisitado para resolver problemas nas comunidades que freqüentava, o que o tornou amigo de muitos e também cobiçou a inveja em outros. Em uma sexta-feira de movimento na favela do Jacaré, ele bebia cerveja e jogava cartas em um bar dos becos da favela quando quatro homens o assassinaram pelas costas. Feita a sua passagem espiritual e não tendo se conformado com sua morte, ele passou então a ser uma entidade, passando a linha de malandros. Inconformado com a sua morte, vingou-se das pessoas que o traíram e matou cada um deles. Ele viveu até os anos oitenta aproximadamente. Hoje sua missão é ajudar pessoas que se envolvem no tráfico ou que têm problemas com vícios de drogas e bebidas, a fim de cada dia evoluir seu espiríto. Para agradar esse malandro ou fazer pedidos, você deve pôr uma cerveja de sabor forte aberta, juntamente com um cigarro de filtro amarelo e um prato de sardinhas fritas na porta de um bar - de preferência nas sextas ou segundas-feiras. Miguel Camisa Preta é um malandro muito fino que gosta de ser tratado com coisas de boa qualidade. Suas véstias são camisa de linho preta e calça de linho branca. Usa também chapéu de panamá, de cor crua de panamá e de faixa na cor preta, em homenagem ao seu time de futebol, o Vasco da Gama; às vezes, bengala. Fuma cigarro Hollywood de filtro amarelo e bebe cerveja Brahma; esteja quente ou gelada, tem que ser Brahma. Segue aqui uma oração principalmente as pessoas que andam na noite, que passam por lugares perigosos e também aquelas que querem se livrar de algum vício ou inimigo que te façam ou queiram te fazer mal. ORAÇÃO A MIGUEL CAMISA PRETA Miguel Camisa Preta, boêmio das noites de seresta, Anda comigo nessa noite, em todas as outras e também nos dias, Pois, por onde passo, pode ser que haja alguém que queira algo que eu tenho, E tudo o que tenho consegui com meu esforço. Peço perdão se não sou tão bom ainda quanto deveria ser. Mas, em sua companhia, espero melhorar a minha vida. Diga a ogum, seu mestre, que abra os meus caminhos. Que através de você eu possa me libertar de qualquer vício. Que eu seja malandro sim, para me esquivar de assaltos, de balas perdidas E que, por mais que às vezes seja necessário passar por um lugar, que você me desvie do mesmo se neste houver perigo. Que você esteja sempre ligado á mim como meu guia! Camisa Preta amigo, me guia, me auxilia!!! Amém! HISTÓRIA DA LAPA (Composta por Wilson Batista e Jorge de Castro, mas imortalizada por Nelson Gonçalves) Lapa dos capoeiras: Miguelzinho Camisa Preta, Meia-Noite e Edgar. Lapa, minha Lapa Boêmia, A lua só vai pra casa Depois do sol raiar. Falta uma torre na igreja. Vou lhe contar, meu irmão: Foi na briga de Floriano Foi um tiro de canhão. E, nesse dia, a Lapa vadia Teve sua gloria. Deixou o nome na historia. HISTÓRIA, ORAÇÃO E MÚSICA DE MIGUEL CAMISA PRETA Historia da vida, morte e reencarnação do Malandro Miguel (ou Miguelzinho) Camisa Preta, acompanhado de uma Oração e Música em sua homenagem. Miguel Camisa Preta é uma entidade nova da linha dos malandros. Em vida, era um boêmio das noites cariocas e um amante da escola de samba Portela que não dispensava nenhuma "preta", como ele próprio dizia. Grande parte de sua vida se passou em Madureira. Esteve muitas vezes em rodas de samba de raiz do Cacique de Ramos; mais um lugar preferido para as noites de carteado, fora a favela do jacaré. Na Lapa, foi dono das mais belas prostitutas. Uma delas, aliás, chamada de Mary do Miguelzinho, com a qual ninguém mexia ou desrespeitava. Mas, longe de ser violento, era respeitado por todos os malandros e freqüentadores da Lapa por seu elevadíssimo carisma e cuidado com as suas prostitutas. Era ainda famoso por suas pernadas capoeiristas sempre bem certeiras e pelas músicas seresteiras que aludiam à sua paixão pela loura francesa, uma prostituta que trabalhava nos bares da Lapa para Madame Satã. Frequentava as sinucas da Lapa, em especial o Bar Ponto Azul, tomando café-com-leite com calma antes de fechar o jogo, da bola vermelha à preta. Gostava também de comer um feijão pingado com corvina frita. Camisa Preta viveu até seus 44 anos, teve um filho e também uma esposa, além de várias amantes. Era muito requisitado para resolver problemas nas comunidades que freqüentava, o que o tornou amigo de muitos e também cobiçou a inveja em outros. Em uma sexta-feira de movimento na favela do Jacaré, ele bebia cerveja e jogava cartas em um bar dos becos da favela quando quatro homens o assassinaram pelas costas. Feita a sua passagem espiritual e não tendo se conformado com sua morte, ele passou então a ser uma entidade, passando a linha de malandros. Inconformado com a sua morte, vingou-se das pessoas que o traíram e matou cada um deles. Ele viveu até os anos oitenta aproximadamente. Hoje sua missão é ajudar pessoas que se envolvem no tráfico ou que têm problemas com vícios de drogas e bebidas, a fim de cada dia evoluir seu espiríto. Para agradar esse malandro ou fazer pedidos, você deve pôr uma cerveja de sabor forte aberta, juntamente com um cigarro de filtro amarelo e um prato de sardinhas fritas na porta de um bar - de preferência nas sextas ou segundas-feiras. Miguel Camisa Preta é um malandro muito fino que gosta de ser tratado com coisas de boa qualidade. Suas véstias são camisa de linho preta e calça de linho branca. Usa também chapéu de panamá, de cor crua de panamá e de faixa na cor preta, em homenagem ao seu time de futebol, o Vasco da Gama; às vezes, bengala. Fuma cigarro Hollywood de filtro amarelo e bebe cerveja Brahma; esteja quente ou gelada, tem que ser Brahma. Segue aqui uma oração principalmente as pessoas que andam na noite, que passam por lugares perigosos e também aquelas que querem se livrar de algum vício ou inimigo que te façam ou queiram te fazer mal. ORAÇÃO A MIGUEL CAMISA PRETA Miguel Camisa Preta, boêmio das noites de seresta, Anda comigo nessa noite, em todas as outras e também nos dias, Pois, por onde passo, pode ser que haja alguém que queira algo que eu tenho, E tudo o que tenho consegui com meu esforço. Peço perdão se não sou tão bom ainda quanto deveria ser. Mas, em sua companhia, espero melhorar a minha vida. Diga a ogum, seu mestre, que abra os meus caminhos. Que através de você eu possa me libertar de qualquer vício. Que eu seja malandro sim, para me esquivar de assaltos, de balas perdidas E que, por mais que às vezes seja necessário passar por um lugar, que você me desvie do mesmo se neste houver perigo. Que você esteja sempre ligado á mim como meu guia! Camisa Preta amigo, me guia, me auxilia!!! Amém! HISTÓRIA DA LAPA (Composta por Wilson Batista e Jorge de Castro, mas imortalizada por Nelson Gonçalves) Lapa dos capoeiras: Miguelzinho Camisa Preta, Meia-Noite e Edgar. Lapa, minha Lapa Boêmia, A lua só vai pra casa Depois do sol raiar. Falta uma torre na igreja. Vou lhe contar, meu irmão: Foi na briga de Floriano Foi um tiro de canhão. E, nesse dia, a Lapa vadia Teve sua gloria. Deixou o nome na historia. HISTÓRIA, ORAÇÃO E MÚSICA DE MIGUEL CAMISA PRETA Historia da vida, morte e reencarnação do Malandro Miguel (ou Miguelzinho) Camisa Preta, acompanhado de uma Oração e Música em sua homenagem. Miguel Camisa Preta é uma entidade nova da linha dos malandros. Em vida, era um boêmio das noites cariocas e um amante da escola de samba Portela que não dispensava nenhuma "preta", como ele próprio dizia. Grande parte de sua vida se passou em Madureira. Esteve muitas vezes em rodas de samba de raiz do Cacique de Ramos; mais um lugar preferido para as noites de carteado, fora a favela do jacaré. Na Lapa, foi dono das mais belas prostitutas. Uma delas, aliás, chamada de Mary do Miguelzinho, com a qual ninguém mexia ou desrespeitava. Mas, longe de ser violento, era respeitado por todos os malandros e freqüentadores da Lapa por seu elevadíssimo carisma e cuidado com as suas prostitutas. Era ainda famoso por suas pernadas capoeiristas sempre bem certeiras e pelas músicas seresteiras que aludiam à sua paixão pela loura francesa, uma prostituta que trabalhava nos bares da Lapa para Madame Satã. Frequentava as sinucas da Lapa, em especial o Bar Ponto Azul, tomando café-com-leite com calma antes de fechar o jogo, da bola vermelha à preta. Gostava também de comer um feijão pingado com corvina frita. Camisa Preta viveu até seus 44 anos, teve um filho e também uma esposa, além de várias amantes. Era muito requisitado para resolver problemas nas comunidades que freqüentava, o que o tornou amigo de muitos e também cobiçou a inveja em outros. Em uma sexta-feira de movimento na favela do Jacaré, ele bebia cerveja e jogava cartas em um bar dos becos da favela quando quatro homens o assassinaram pelas costas. Feita a sua passagem espiritual e não tendo se conformado com sua morte, ele passou então a ser uma entidade, passando a linha de malandros. Inconformado com a sua morte, vingou-se das pessoas que o traíram e matou cada um deles. Ele viveu até os anos oitenta aproximadamente. Hoje sua missão é ajudar pessoas que se envolvem no tráfico ou que têm problemas com vícios de drogas e bebidas, a fim de cada dia evoluir seu espiríto. Para agradar esse malandro ou fazer pedidos, você deve pôr uma cerveja de sabor forte aberta, juntamente com um cigarro de filtro amarelo e um prato de sardinhas fritas na porta de um bar - de preferência nas sextas ou segundas-feiras. Miguel Camisa Preta é um malandro muito fino que gosta de ser tratado com coisas de boa qualidade. Suas véstias são camisa de linho preta e calça de linho branca. Usa também chapéu de panamá, de cor crua de panamá e de faixa na cor preta, em homenagem ao seu time de futebol, o Vasco da Gama; às vezes, bengala. Fuma cigarro Hollywood de filtro amarelo e bebe cerveja Brahma; esteja quente ou gelada, tem que ser Brahma. Segue aqui uma oração principalmente as pessoas que andam na noite, que passam por lugares perigosos e também aquelas que querem se livrar de algum vício ou inimigo que te façam ou queiram te fazer mal. ORAÇÃO A MIGUEL CAMISA PRETA Miguel Camisa Preta, boêmio das noites de seresta, Anda comigo nessa noite, em todas as outras e também nos dias, Pois, por onde passo, pode ser que haja alguém que queira algo que eu tenho, E tudo o que tenho consegui com meu esforço. Peço perdão se não sou tão bom ainda quanto deveria ser. Mas, em sua companhia, espero melhorar a minha vida. Diga a ogum, seu mestre, que abra os meus caminhos. Que através de você eu possa me libertar de qualquer vício. Que eu seja malandro sim, para me esquivar de assaltos, de balas perdidas E que, por mais que às vezes seja necessário passar por um lugar, que você me desvie do mesmo se neste houver perigo. Que você esteja sempre ligado á mim como meu guia! Camisa Preta amigo, me guia, me auxilia!!! Amém! HISTÓRIA DA LAPA (Composta por Wilson Batista e Jorge de Castro, mas imortalizada por Nelson Gonçalves) Lapa dos capoeiras: Miguelzinho Camisa Preta, Meia-Noite e Edgar. Lapa, minha Lapa Boêmia, A lua só vai pra casa Depois do sol raiar. Falta uma torre na igreja. Vou lhe contar, meu irmão: Foi na briga de Floriano Foi um tiro de canhão. E, nesse dia, a Lapa vadia Teve sua gloria. Deixou o nome na historia.

Imagem e semelhança de Deus

Eu particularmente nasci ouvindo esta frase “somos a imagem e semelhança de Deus pai” será mesmo? Acho que boa parte de nos, já ouvimos esta frase dita no primeiro livro da bíblia o gêneses; claro que não estou aqui para julgar ninguém, apenas estou colocando minha forma de pensamento em público, não irei falar de certo ou errado estou querendo ir de fato e verdade mais alem do que possamos imaginar. Quero deixar bem claro aos leitores deste texto que não estou defendendo nenhum credo religioso; pelo contrario quero poder expressar minha forma de analisar algumas pessoas que usam a frase tem deste texto para poder se engrandecer de alguma forma, sim isso mesmo estou falando de pessoas que se engrandecem de formas incríveis usando este tema como uma espécie de escudo. Pessoas que se põem como fossem melhores que alguém, por serem de determinada crença, será que o senhor deus pai todo poderoso iria realmente ser tão maligno perverso como ser humano, muitos já quiseram se colocar como deus; Hitler, por exemplo, se imaginava um novo deus para uma nova era que ele estava criando, então eu paro e começo a observar pessoas cheias de egoísmo e preconceito sem ter nenhum bom senso. Deus é causa primaria de todas as coisas e infinito em suas qualidades, sim deus não tem defeito deus e de todo amoroso gentil e verdadeiro, mas acabo vendo o contrario. Vejo um bando de idiotas criando sim um deus para si próprio, arrogante, prepotente, cruel capaz de destruir qualquer um que não se adapte a suas regras. Que acham que são abençoados e pior ainda se sentem religiosamente superiores, mas são verdadeiros déspotas religiosos deste novo século querendo provar que são enviados de Deus e Ainda se intitulam “anjos da igreja” e se não seguirem vossas ordens você será castigado pelo próprio Deus. Acabo deparando isso com causas do tempo da santa inquisição, ode se nãos se seguir a ordem do claro era apedrejado, maltratado, amaldiçoado, em fim vejo as pessoas esquecendo que no na mesma bíblia que estar escrito que somos a imagem de Deus tem diz : Não Jogaras e Amai uns aos outros. Falta muito Para humanidade poder estar em comunhão espiritual com Deus, para sermos a vossa imagem devemos mudar conceitos, pensamentos e atitudes que temos em nós parar de pensar que já temos a salvação eterna por seguir uma casta religiosa, devemos ir muito mais alem nisso tudo. Esquecemos de tudo e todos pelo simples fato que só gostamos de fazer o que nos convém