sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Romanos 12:2

"E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus."

O que é feitiço

Aquilo que chamam de feitiços é a canalização de energias para atingir algum fim, se alguém canalizar energias negativas ou positivas pode atingir o objetivo sim, mas não pense em amarrações, ou mágicas, ou coisas acontecendo ao seu bel prazer, apenas os efeitos que energias direcionadas podem causar. Se eu fizer um feitiço para ter alguma coisa.. Os espíritos vão ficar me perturbando pro resto da minha vida?

Ou vou viver normalmente?
 --- Se vc tiver qualquer tipo de má intenção ou pensamentos não bons, os espíritos ruins que estão sempre à nossa volta vão conseguir te atingir negativamente. Se seus pensamentos forem bons e tiver boias atitudes só será atingida por influências boas. ou seja, estamos sempre recebendo influências de espíritos, o que vai diferenciar é a nossa própria vibração que pode ser boa ou ruim. Independente de rituais, pois rituais são materiais e o que importa são os sentimentos e a vontade

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Consolador Prometido

3 – Se me amais, guardai os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro consolador, para que fique eternamente convosco, o Espírito da Verdade, a quem o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece. Mas vós o conhecereis, porque ele ficará convosco e estará em vós. – Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito. (João, XIV: 15 a 17 e 26) 4 – Jesus promete outro consolador: é o Espírito da Verdade, que o mundo ainda não conhece, pois que não está suficientemente maduro para compreendê-lo, e que o Pai enviará para ensinar todas as coisas e para fazer lembrar o que Cristo disse. Se, pois, o Espírito da Verdade deve vir mais tarde, ensinar todas as coisas, é que o Cristo não pode dizer tudo. Se ele vem fazer lembrar o que o Cristo disse, é que o seu ensino foi esquecido ou mal compreendido. O Espiritismo vem, no tempo assinalado, cumprir a promessa do Cristo: o Espírito da Verdade preside ao seu estabelecimento. Ele chama os homens à observância da lei; ensina todas as coisas, fazendo compreender o que o Cristo só disse em parábolas. O Cristo disse: “que ouçam os que têm ouvidos para ouvir”. O Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos, porque ele fala sem figuras e alegorias. Levanta o véu propositalmente lançado sobre certos mistérios, e vem, por fim, trazer uma suprema consolação aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem, ao dar uma causa justa e um objetivo útil a todas as dores. Disse o Cristo: “Bem-aventurados os aflitos, porque eles serão consolados”. Mas como se pode ser feliz por sofrer, se não se sabe por que se sofre? O Espiritismo revela que a causa está nas existências anteriores e na própria destinação da Terra, onde o homem expia o seu passado. Revela também o objetivo, mostrando que os sofrimentos são como crises salutares que levam à cura, são a purificação que assegura a felicidade nas existências futuras. O homem compreende que mereceu sofrer, e acha justo o sofrimento. Sabe que esse sofrimento auxilia o seu adiantamento, e o aceita sem queixas, como o trabalhador aceita o serviço que lhe assegura o salário. O Espiritismo lhe dá uma fé inabalável no futuro, e a dúvida pungente não tem mais lugar na sua alma. Fazendo-o ver as coisas do alto, a importância das vicissitudes terrenas se perde no vasto e esplêndido horizonte que ele abarca, e a perspectiva da felicidade que o espera lhe dá a paciência, a resignação e a coragem, para ir até o fim do caminho. Assim realiza o Espiritismo o que Jesus disse do consolador prometido: conhecimento das coisas, que faz o homem saber de onde vem, para onde vai e porque está na Terra, lembrança dos verdadeiros princípios da lei de Deus, e consolação pela fé e pela esperança.

BRUXA DE ENDOR

A Bruxa de Endor (também conhecida como a Médium de Endor) foi uma mulher, como relatado em Samuel l no Velho Testamento, capítulo 28, versículos 3-25, que possuía um talismã através do qual ela chamou o fantasma do recentemente falecido profeta Samuel, a pedido do rei Saul de Israel. Saul, que provavelmente governou de cerca de 1047 - 1007 aC, expulsou todos os necromantes e magos de Israel após a morte de Samuel, mas, quando ele não recebeu resposta de Deus em seus sonhos, de profetas ou em quaisquer outros métodos de adivinhação sobre a forma como ele deveria lidar com as forças reunidas dos filisteus que ameaçavam as suas fronteiras, ele ironicamente recorreu à procura de uma bruxa (anonimamente e disfarçado) para chamar o fantasma de Samuel. Rabinos judeus daquele tempo ensinavam que os espíritos dos mortos pairavam em torno do corpo por um ano depois que a pessoa morresse, fazendo com que o espírito da pessoa morta particularmente suscetível de ser convocado e interrogado durante este tempo. O fantasma do profeta foi chamado com sucesso, mas, no caso, ele não ofereceu conselhos úteis sobre os filisteus, embora ele tivesse previsto a queda de Saul como rei. Saul e seus filhos caíram em batalha no dia seguinte em Gilboa. A bruxa em questão não tem o seu nome dito nas passagens, mas segundo a tradição rabínica ela era ou Sofonias, a mãe de Abner (primo de Saul e comandante-em-chefe do seu exército), ou Sedecla, filha de Aod, um dos sacerdotes de Madiã. Endor (ou En Dor ou Dor Ein) foi uma aldeia de Canaã, provavelmente localizado no Vale de Jezreel na região da Baixa Galiléia em Israel. As passagens bíblicas tem sido objeto de muita discussão e interpretação, uma vez que elas parecem afirmar que é (ou pelo menos foi) possível para os seres humanos chamar os espíritos dos mortos abençoados pela magia. Insatisfeitos com essa interpretação, muitas glosas medievais sugeriram que o que realmente a bruxa chamou não foi o fantasma de Samuel, mas um demônio que tomou sua forma, ou se de fato Samuel compareceu perante Saul e a bruxa, foi então por uma soberana atitude do próprio Deus. De qualquer maneira, as passagens parecem satirizar Saul, o rei justo que confirmou a lei de Deus com a sua espada e reduziu a participação dos rituais proibidos. 1 Sanuel 28. 7; 25 7 Então disse Saul aos seus criados: Buscai-me uma mulher que tenha o espírito de feiticeira, para que vá a ela, e consulte por ela. E os seus criados lhe disseram: Eis que em En-Dor há uma mulher que tem o espírito de adivinhar. 8 E Saul se disfarçou, e vestiu outras roupas, e foi ele com dois homens, e de noite chegaram à mulher; e disse: Peço-te que me adivinhes pelo espírito de feiticeira, e me faças subir a quem eu te disser. 9 Então a mulher lhe disse: Eis aqui tu sabes o que Saul fez, como tem destruído da terra os adivinhos e os encantadores; por que, pois, me armas um laço à minha vida, para me fazeres morrer? 10 Então Saul lhe jurou pelo Senhor, dizendo: Vive o Senhor, que nenhum mal te sobrevirá por isso. 11 A mulher então lhe disse: A quem te farei subir? E disse ele: Faze-me subir a Samuel. 12 Vendo, pois, a mulher a Samuel, gritou com alta voz, e falou a Saul, dizendo: Por que me tens enganado? Pois tu mesmo és Saul. 13 E o rei lhe disse: Não temas; que é que vês? Então a mulher disse a Saul: Vejo deuses que sobem da terra. 14 E lhe disse: Como é a sua figura? E disse ela: Vem subindo um homem ancião, e está envolto numa capa. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra, e se prostrou. 15 Samuel disse a Saul: Por que me inquietaste, fazendo-me subir? Então disse Saul: Mui angustiado estou, porque os filisteus guerreiam contra mim, e Deus se tem desviado de mim, e não me responde mais, nem pelo ministério dos profetas, nem por sonhos; por isso te chamei a ti, para que me faças saber o que hei de fazer. 16 Então disse Samuel: Por que, pois, me perguntas a mim, visto que o Senhor te tem desamparado, e se tem feito teu inimigo? 17 Porque o Senhor tem feito para contigo como pela minha boca te disse, e o Senhor tem rasgado o reino da tua mão, e o tem dado ao teu próximo, a Davi. 18 Como tu não deste ouvidos à voz do Senhor, e não executaste o fervor da sua ira contra Amaleque, por isso o Senhor te fez hoje isto. 19 E o Senhor entregará também a Israel contigo na mão dos filisteus, e amanhã tu e teus filhos estareis comigo; e o arraial de Israel o Senhor entregará na mão dos filisteus. 20 E imediatamente Saul caiu estendido por terra, e grandemente temeu por causa daquelas palavras de Samuel; e não houve força nele; porque não tinha comido pão todo aquele dia e toda aquela noite. 21 Então veio a mulher a Saul e, vendo que estava tão perturbado, disse-lhe: Eis que a tua criada deu ouvidos à tua voz, e pus a minha vida na minha mão, e ouvi as palavras que disseste. 22 Agora, pois, ouve também tu as palavras da tua serva, e porei um bocado de pão diante de ti, e come, para que tenhas forças para te pores a caminho. 23 Porém ele o recusou, e disse: Não comerei. Porém os seus criados e a mulher o constrangeram; e deu ouvidos à sua voz; e levantou-se do chão, e se assentou sobre uma cama. 24 E tinha a mulher em casa um bezerro cevado, e se apressou, e o matou, e tomou farinha, e a amassou, e a cozeu em bolos ázimos. 25 E os trouxe diante de Saul e de seus criados, e comeram; depois levantaram-se e partiram naquela mesma noite.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

É possível desenvolver a mediunidade em casa?

Autor Bruno J. Gimenes - sintonia@luzdaserra.com.br Já sabemos que a mediunidade na verdade é um instrumento de evolução na vida de qualquer pessoa, por isso não se resumiria a uma ou outra maneira de ser desenvolvida. Mas a temática, tendo sido amplamente abordada por Allan Kardec, na codificação do espiritismo, acabou sendo correlacionada ao estudo espírita, como se fosse uma terminologia própria da linha de estudo. Não é à toa, pois, pelo menos aqui no ocidente, ninguém teve a coragem que ele teve de abordar um assunto tão polémico até pouco tempo atrás (polêmica que perdura até os dias de hoje), com tanta seriedade e aprofundamento. A Reencarnação A reencarnação, por exemplo, foi exposta amplamente no Brasil, através dos ensinamentos do grande mestre. Pela influência de preciosa literatura Kardecista, surgiram muitas obras importantes, que contribuíram em muito para o crescimento espiritual de tantos. Com seus livros e ensinamentos, o ilustre mestre alertou, orientou e alinhou os estudos, em sua maioria, na direção do plano espiritual. Com intenso foco orientado para o socorro aos espíritos sofredores que, atrasados em sua evolução e ligados ao mundo da matéria, necessitam de amparo para aprender e se libertar, Allan Kardec impregnou na comunidade ocidental uma nova forma de pensar a espiritualidade. Seus ensinamentos desde então, são passados adiante pelos trabalhadores da doutrina, que se utilizam de determinadas faculdades mediúnicas para servir de intermediários na comunicação com os espíritos. Sempre com o objetivo de contribuir na senda da educação espiritual, da tão falada “doutrinação” entre outras atividades corriqueiras nas casas de espiritismo. Na casa Espírita Isso quer dizer, que da forma com que os trabalhos nas casas espíritas estão orientados, sempre haverá um maior estímulo no sentido de desenvolver a mediunidade voltada para a interação com espíritos. Normalmente se utilizando das mensagens transmitidas pelo plano espiritual, que podem ser escritas ou verbalizadas. Há também a técnica de imagens transmitidas na tela mental do médium, que relata suas visões. Uma outra maneira corriqueira, e para muitos, polêmica, é a incorporação. Prática na qual o espírito desencarnado acopla seu corpo espiritual ao corpo espiritual do médium e se utiliza do seu corpo físico e seus sentidos, para transmitir suas mensagens. Também não podemos deixar de falar do tão útil passe magnético, das vibrações de energias e de outras formas de aplicar a mediunidade, largamente utilizada nos centros. Como algumas dessas práticas citadas acima, requerem conhecimento de causa, sabedoria, maturidade e intenso preparo, não são recomendadas para o desenvolvimento individual, ou seja, sem a colaboração de um grupo preparado, como, por exemplo, as casas espíritas. E é aí que começa uma grande confusão. As Manifestações da Mediunidade É que a mediunidade pode se manifestar de muitas formas. Através da oração, da telepatia, da cura pelas mãos, da premonição, e até mesmo pela comunicação com espíritos, seja pela escrita, clarividência, vidência ou clariaudiência. São inúmeras as formas. Ocorre que, mesmo com a doutrina espírita sendo fundamentada nos ensinamentos do evangelho, produzindo uma base idônea, séria e de moral elevada, mesmo assim não agrada a todos. Simplesmente por questão de afinidade; algo normal, natural, afinal “nem Jesus agradou a todos”. Portanto, muitas pessoas até aceitam a mediunidade, mas não se interessam nesse formato de estudo e desenvolvimento, por falta de sintonia, algo que deve ser respeitado. Pois, então, como fica? A pessoa é obrigada a transitar por uma via única? Não há forma de desenvolver essa mediunidade senão pelo exercício dentro da casa espírita? Claro que não! Ainda mais no século XXI, característico pela liberdade de expressão e de religião, evidenciando a era do universalismo, da união do ocidente com o oriente, da ciência e espiritualidade. Observe que nunca, em toda a história da humanidade, tivemos tantas oportunidades de crescimento espiritual e tantas possibilidades para o desenvolvimento de uma consciência mais expandida. Sempre que possível, é recomendável participar de grupos, porque facilitam o aprendizado, dão suporte e tornam a prática muito agradável. Mas lembre-se, o determinismo pode lhe deixar arrogante e cego, então é preciso um “Orai e Vigiai” constante. O foco principal é entender que a mediunidade se manifesta com o objetivo de ajudar as pessoas e o universo a evoluírem, inegavelmente! Por isso, todas as vezes que uma pessoa estiver aprofundando o estudo e a prática da mediunidade e, no entanto, não estiver se transformando em uma pessoa melhor e, por consequência, sem melhorar a humanidade como um todo, fique alerta, pois algo estará em desequilíbrio! Use isso como uma bússola interna, porque funciona bem...

domingo, 22 de novembro de 2015

Espírito da Verdade na codificação kardecista

O O Evangelho Segundo o EspiritismoEditar Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, temos: no capítulo I, item 7:[5] “Assim como o Cristo disse: "Não vim destruir a lei, porém cumpri-la", também o Espiritismo diz: "Não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução." Nada ensina em contrário ao que ensinou o Cristo; mas, desenvolve, completa e explica, em termos claros e para toda gente, o que foi dito apenas sob forma alegórica. Vem cumprir, nos tempos preditos, o que o Cristo anunciou e preparar a realização das coisas futuras. Ele é, pois, obra do Cristo, que preside, conforme igualmente o anunciou, à regeneração que se opera e prepara o reino de Deus na Terra.” no capítulo VI, item 5 (Advento do Espírito da Verdade), temos a mensagem do Espírito da Verdade:[5] “Venho, como outrora aos transviados filhos de Israel, trazer-vos a verdade e dissipar as trevas. Escutai-me. O Espiritismo, como o fez antigamente a minha palavra, tem de lembrar aos incrédulos que acima deles reina a imutável verdade: o Deus bom, o Deus grande, que faz germinem as plantas e se levantem as ondas. Revelei a doutrina divinal. Como um ceifeiro, reuni em feixes o bem esparso no seio da Humanidade e disse: “Vinde a mim, todos vós que sofreis." Mas, ingratos, os homens afastaram-se do caminho reto e largo que conduz ao reino de meu Pai e enveredaram pelas ásperas sendas da impiedade. Meu Pai não quer aniquilar a raça humana; quer que, ajudando-vos uns aos outros, mortos e vivos, isto é, mortos segundo a carne, porquanto não existe a morte, vos socorrais mutuamente, e que se faça ouvir não mais a voz dos profetas e dos apóstolos, mas a dos que já não vivem na Terra, a clamar: Orai e crede! pois que a morte é a ressurreição, sendo a vida a prova buscada e durante a qual as virtudes que houverdes cultivado crescerão e se desenvolverão como o cedro. Homens fracos, que compreendeis as trevas das vossas inteligências, não afasteis o facho que a clemência divina vos coloca nas mãos para vos clarear o caminho e reconduzir-vos, filhos perdidos, ao regaço de vosso Pai. Sinto-me por demais tomado de compaixão pelas vossas misérias, pela vossa fraqueza imensa, para deixar de estender mão socorredora aos infelizes transviados que, vendo o céu, caem nos abismos do erro. Crede, amai, meditai sobre as coisas que vos são reveladas; não mistureis o joio com a boa semente, as utopias com as verdades.” Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram. Eis que do além-túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam: "Irmãos! Nada perece. Jesus-Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade." - O Espírito da Verdade. Paris, 1860.” O Livro dos MédiunsEditar Em O Livro dos Médiuns de Allan Kardec, no capítulo IV, item 48[6] , temos: Sistema unispírita, ou mono-espírita. “Como variedade do sistema otimista, temos o que se baseia na crença de que um único Espírito se comunica com os homens, sendo esse Espírito o Cristo, que é o protetor da Terra. Diante das comunicações da mais baixa trivialidade, de revoltante grosseria, impregnadas de malevolência e de maldade, haveria profanação e impiedade em supor-se que pudessem emanar do Espírito do bem por excelência. Se os que assim o creem nunca tivessem obtido senão comunicações inatacáveis, ainda se lhes conceberia a ilusão. A maioria deles, porém, concordam em que têm recebido algumas muito ruins, o que explicam dizendo ser uma prova a que o bom Espírito os sujeita, com o lhes ditar coisas absurdas. Assim, enquanto uns atribuem todas as comunicações ao diabo, que pode dizer coisas excelentes para tentar, pensam outros que só Jesus se manifesta e que pode dizer coisas detestáveis, para experimentar os homens. Entre estas duas opiniões tão opostas, quem sentenciará? O bom-senso e a experiência. Dizemos: a experiência, por ser impossível que os que professam idéias tão exclusivas tudo tenham visto e visto bem. Quando se lhes objeta com os fatos de identidade, que atestam, por meio de manifestações escritas, visuais, ou outras, a presença de parentes ou conhecidos dos circunstantes, respondem que é sempre o mesmo Espírito, o diabo, segundo aqueles, o Cristo, segundo estes, que toma todas as formas. Porém, não nos dizem por que motivo os outros Espíritos não se podem comunicar, com que fim o Espírito da Verdade nos viria enganar, apresentando-se sob falsas aparências, iludir uma pobre mãe, fazendo-lhe crer que tem ao seu lado o filho por quem derrama lágrimas. A razão se nega a admitir que o Espírito, entre todos santo, desça a representar semelhante comédia. Demais, negar a possibilidade de qualquer outra comunicação não importa em subtrair ao Espiritismo o que este tem de mais suave: a consolação dos aflitos? Digamos, pura e simplesmente, que tal sistema é irracional e não suporta exame sério.” A GêneseEditar Em A Gênese de Allan Kardec, temos: no capítulo I, item 42,[7] pg. 46: Demais, se se considerar o poder moralizador do Espiritismo, pela finalidade que assina a todas as ações da vida, por tornar quase tangíveis as conseqüências do bem e do mal, pela força moral, a coragem e as consolações que dá nas aflições, mediante inalterável confiança no futuro, pela idéia de ter cada um perto de si os seres a quem amou, a certeza de os rever, a possibilidade de confabular com eles; enfim, pela certeza de que tudo quanto se fez, quanto se adquiriu em inteligência, sabedoria, moralidade, até à última hora da vida, não fica perdido, que tudo aproveita ao adiantamento do Espírito, reconhece-se que o Espiritismo realiza todas as promessas do Cristo a respeito do Consolador anunciado. Ora, como é o Espírito da Verdade que preside ao grande movimento da regeneração, a promessa da sua vinda se acha por essa forma cumprida, porque, de fato, é ele o verdadeiro Consolador. no capítulo XVII, item 37,[7] pg. 490: As religiões que se fundaram no Evangelho não podem, pois, dizer-se possuidoras de toda a verdade, porquanto ele, Jesus, reservou para si a complementação ulterior de seus ensinamentos. no capítulo XVII, item 39,[7] , pg. 492: O Consolador é, pois, segundo o pensamento de Jesus, a personificação de uma doutrina soberanamente consoladora, cujo inspirador há de ser o Espírito da Verdade.q

Quem é espirito da verdade

Em Espiritismo, o Espírito da Verdade[1] ou o Espírito de Verdade[2] [3] [4] [5] [6] [7] é um espírito citado nas obras de Allan Kardec. A citação ocorre, primeiramente, em O Livro dos Espíritos, no último parágrafo do prefácio (intitulado Prolegômenos), onde os participantes ativos da obra (personalidades já desencarnadas) são apresentados. “...Lembra-te de que os Bons Espíritos só dispensam assistência aos que servem a Deus com humildade e desinteresse e que repudiam a todo aquele que busca na senda do Céu um degrau para conquistar as coisas da Terra; que se afastam do orgulhoso e do ambicioso. O orgulho e a ambição serão sempre uma barreira erguida entre o homem e Deus. São um véu lançado sobre as claridades celestes, e Deus não pode servir-se do cego para fazer perceptível a luz. São João Evangelista, Santo Agostinho, São Vicente de Paulo, São Luís, O Espírito da Verdade, Sócrates, Platão, Fénelon, Franklin, Swedenborg, etc., etc.”[2] [3] Muitos[1] sustentam que o Espírito da Verdade seria de fato o Espírito guia (mentor espiritual) de uma falange de espíritos ou a própria falange de espíritos que firmaram os conceitos da codificação espírita; enquanto outros[4] afirmam que ele seria o próprio Jesus Cristo. Este teria usado o pseudônimo “O Espírito da Verdade” para autografar as mensagens psicografadas nas obras básicas do Espiritismo. Para corroborar essa afirmação, dizem que O Espírito da Verdade teria se manifestado isoladamente em várias comunicações contidas no Evangelho Segundo o Espiritismo. Em outras tantas comunicações os espíritos presentes não se identificavam como O Espírito da Verdade e sim como nomes de grandes personalidades históricas, mensageiros de Jesus. A tomar como exemplo Santo Agostinho, São Luiz, Fénelon, entre outros... Jesus afirmou «Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai senão por mim.» (João 14:6) Jesus afirmou também «Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir» (João 16:12-13) No livro O espírito da verdade,[8] de Chico Xavier e Waldo Vieira, ditado por diversos espíritos, o verbete "espírito da verdade" aparece apenas uma vez no livro sendo utilizado em letras minúsculas no seguinte contexto: "Nele se refletem os pensamentos daqueles servos menores de teus Servos Maiores, aos quais confiaste, em círculos mais estreitos de ação, a sublime tarefa de reviver o espírito da verdade, nos tempos calamitosos de transição que o Planeta atravessa". Porém nas obras de Allan Kardec o espírito que teria se apresentado a ele como sendo "A Verdade" e que teria participado ativamente da Codificação Espírita é sempre citado em letras maiúsculas tanto nas versões em português[2] [3] [5] [6] [7] quanto nas versões em francês.[9] Atualmente a Federação Espírita Brasileira,[2] [5] [6] [7] dentre outras editoras,[3] utiliza o nome O Espírito de Verdade em suas obras para se referir ao Espírito que é citado nas obras de Allan Kardec.